domingo, 25 de outubro de 2015

“EU VIM LANÇAR FOGO SOBRE A TERRA”...


Evangelho Lc 12,49-53

 
Quando fazemos opção por Jesus, já sabemos dos desafios que encontraremos pela frente, Jesus nunca iludiu os seus seguidores prometendo facilidades! Todo aquele que adere as propostas de Jesus, é criticado, é rejeitado, a cruz é inevitável no seu caminho como foi inevitável no caminho do próprio Jesus!

O evangelho de hoje, nos desperta sobre a importância de colocarmos Jesus como centralidade da nossa vida! Jesus é o único caminho que nos leva a felicidade plena, Ele é o caminho que nos conduz ao Pai, longe Dele, não há  vida!

“Vós pensais que eu vim trazer a paz sobre a terra? Pelo contrário, eu vos digo, vim trazer divisão.” Como Jesus mesmo diz, Ele não veio trazer a paz, Jesus veio nos  “incomodar”, ou seja, veio nos desinstalar, nos tirar do comodismo, nos inquietar.

“...Daqui por diante, numa família de cinco pessoas, três ficarão divididas contra duas e duas contra três; ficarão divididos : o pai contra o filho e o filho contra o pai; a mãe contra a filha e a filha contra a mãe; a sogra contra a nora e a nora contra a sogra.” Estas palavras de Jesus, à princípio pode nos parecer de difícil compreensão, mas se refletirmos um pouco mais, vamos entendê-las claramente: Ora, se a espada é aquilo que divide, e

Jesus veio trazer a espada, Ele realmente veio dividir, dividir, porque nem todos vão aceitá-Lo. A separação na família, a que Jesus se refere, é a consequência de aceitar ou não aceitar as suas propostas! Dentro de uma mesma família, uns vão aceitar as propostas de Jesus, outros não, é  desta separação que Jesus fala;

Todos são convidados, mas nem todos aceitam o seu chamado, portanto, nem todos serão salvos. A salvação é individual e não coletiva, não é pelo fato de pertencermos a uma mesma Igreja, a um mesmo grupo, a uma mesma família, que seremos salvos, e sim, pela nossa obediência a Deus no seguimento à Jesus! Todos os que aderirem as propostas de Jesus, serão salvos porque viverão segundo a vontade de Deus, já os que optarem pelas propostas do mundo, ficarão de fora, ou seja, numa mesma família, uns serão salvos outros não.

O testemunho de quem vive em Jesus, incomoda quem não quer mudar de vida, é daí que vão surgindo as divisões, principalmente na família.

Jesus não trouxe a Paz, pelo contrário, Ele provocou conflitos, incomodou os inimigos da Paz, foi com a sua ressurreição, que Ele abriu o caminho da verdadeira paz, uma paz contrária a paz que o mundo oferece através de armas que tiram vidas!

A paz, que é  fruto da ressurreição de Jesus, foi conquistada com a arma mais poderosa que existe, a arma que gera vida: o amor! Esta paz, todos nós podemos ter, mesmo em meio aos conflitos do mundo, de um mundo que continua rejeitando o dono da paz, que é Jesus!

 

Fonte:  Olívia Coutinho

terça-feira, 6 de outubro de 2015

“PORÉM UMA SÓ COISA É NECESSÁRIA”.



Dia 06 de Outubro de 2015

Evangelho de Lc10,38-42

Estamos no mês de outubro, mês em que a Igreja nos convida a refletirmos sobre a importância de sermos  missionários!
Ser missionário é colocar-se à disposição de Deus como  instrumento a ser usado por Ele, como e onde Ele quiser, é além das palavras, dar  testemunho de Jesus com a própria vida!
 A nossa correria do dia a  dia, nos  rouba  de Deus e de nós mesmos,  a nossa  preocupação em fazer, fazer e  fazer, nos impede de “ser”, de  ser amigo, de ser pai, mãe, esposo, esposa, filhos... E assim, vamos deixando as coisas importantes de  lado!
O evangelho de hoje, chama a nossa atenção sobre a importância de dedicarmos tempo para escuta da palavra de Deus! É a partir desta escuta, que  nos tornarmos missionários!
O texto nos coloca em Betânia, exatamente na casa de duas amigas de Jesus: Marta e Maria, duas irmãs, que o recebe com alegria em sua casa! As duas,  acolhem  bem Jesus, cada  uma a seu modo, uma pela escuta atenta da sua palavra e a outra pelo serviço.
A narrativa nos diz, que Maria sentou-se para ouvir Jesus, o que caracteriza  a postura  do discípulo que  quer aprender com o  Mestre! Maria, naquele momento tão especial, não quis se ocupar  com outros afazeres, o que indica que ela colocava as coisas de  Deus como prioridade em sua vida! Nela, temos o exemplo de como deve ser a nossa postura diante de Jesus. Postura, que  Marta não  teve,  devido a sua  preocupação exagerada com os  afazeres,  chegando ao ponto de se queixar com Jesus sobre  a postura  da irmã! Certamente, Marta também desejava ouvir Jesus, mas a sua preocupação com as tarefas domesticas era tão grande, que a privou  de desfrutar das maravilhas  daquele momento especial que  tivera  com a visita de Jesus! Talvez, a sua falha, não tenha sido na sua  dedicação  ao trabalho, e sim, em querer  desempenhá-lo, sem antes dedicar um tempo para ouvir Jesus!
Quando Marta reclama com Jesus, sobre a postura de Maria, Ele, com uma suave repreensão, acalma  Marta dizendo: : “Marta, Marta tu te preocupas e andas agitada por muitas coisas. Porém uma só coisa é necessária. Maria escolheu a melhor parte e esta não lhe será tirada”! Estas palavras  de Jesus, quer dizer, que naquele momento, o mais importante era deixar tudo para ouvir o que Ele tinha a dizer, o serviço, poderia ficar  para depois! A intenção de Marta era de servir bem a Jesus, mas ele mesmo diz: ”Eu não vim para ser servido, mas para servir.” Mc 10,45
Assim como Marta, nós  também,  por estamos muito ocupados com tantos afazeres, às vezes deixamos   de ouvir Jesus! 
Deixemo-nos, pois, de nos preocupar com tantas coisas, para buscarmos  em primeiro lugar o Reino de Deus e com certeza, tudo mais nos será acrescentado!
 Hoje, Jesus continua a nos dizer: Só uma coisa é necessária... Para muitos, pode ser difícil definir o que é necessário! Para mim, o necessário é ouvir Jesus, é  saber o que Ele quer de nós e para nós!
O nosso relacionamento  com Jesus através da escuta, é imprescindível, a eficácia de todos os nossos feitos, está em nos deixar orientar por Ele! 
O amor, a busca pela santidade, deve ser o nosso objetivo primeiro, o horizonte que não podemos perder  de vista em meio as nossas ocupações diárias.

Fonte: Olívia Coutinho