quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Dia das Crianças

Venha participar conosco deste momento de alegria. Tragam suas crianças.

Quem então é esse homem de que falam tanto?

Herodes estava curioso por saber quem era esse homem que causava tanto alvoroço por onde passava. O imagino se questionando: Quem então é esse homem de que falam tanto? “(…) Herodes, o governador da Galiléia, ouviu falar de tudo o que estava acontecendo e ficou sem saber o que pensar. Pois alguns diziam que João Batista tinha sido ressuscitado, outros diziam que Elias tinha aparecido…”.

Imagino tantas pessoas que querem conhecer Jesus e não o encontram, em contrapartida os “Herodes” que precisam ser avisados sobre a presença de Jesus no mundo. Tenho então refletido muito esses dias o discurso de Bento XVI aos bispos do nordeste (e do Brasil também).

(…) Diante deste quadro emerge, por um lado, a clara necessidade que a Igreja católica no Brasil se empenhe numa nova evangelização que não poupe esforços na busca de católicos afastados bem como daquelas pessoas que pouco ou nada conhecem sobre a mensagem evangélica, conduzindo-os a um encontro pessoal com Jesus Cristo, vivo e operante na sua igreja”

Há um povo curioso e sedento de Deus, mas que não teve a oportunidade de reconhecê-lo ao seu lado, no seu caminhar, em sua vida. Como o evangelho de domingo nos bem alerta, talvez que nossa criatividade ou empenho não tenham sido do administrador infiel quando se viu em uma enrascada e de fato também somos assim…

Esforçamo-nos em ter Deus ao nosso lado quando estamos em apuros, mas facilmente o esquecemos quando estamos numa posição privilegiada ou de conforto.

“(…) Todos somos tentados como Cristo: tentados de voltar às costas a Deus Criador; de pararmos diante das coisas para possuí-las; de querer dominar sobre os outros, de colocar-nos no centro do mundo: pessoas e povos, caídos na tentação. Situações de violência e prepotência onde um exaltado demonstra uma irreprimível vontade de poder” (Dom Geraldo Majella)

Precisamos estar atentos para não nos colocar a frente da graça como Herodes. Ele não tinha intenção de matar João Batista, mas o fez para demonstrar que “manda” e muita gente também não tem a intenção, mas afasta as pessoas de Deus. Muita gente a frente de movimentos e pastorais e também por vezes sacerdotes, ministros, seminaristas, (…) esquecem da ovelha perdida caso sua vontade pessoal não seja feita, cumprida, realizada…

Grupos de jovens têm acabado, mas ninguém se atenta; jovens tentam adentrar nos movimentos e pastorais, mas não sabemos como falar com eles; conclui-se turmas de crisma, mas poucos desejam ficar e os que ficam, sem preparo, já são incorporados a messe… Será que nossos planos precisam de uma revisada ou recall?

Devemos valorizar o que temos de mais precioso que é nossa tradição, mas temos dado muito mais atenção a criticar aquele que proclamou gaguejando a primeira leitura do que incentivá-lo a continuar. A igreja não precisa de músicos, mas é muito triste sem eles, pois como diz o missal, eles também são comunidade.

A base de nossas comunidades esta envelhecendo, pois poucos líderes estão sendo formados; poucos seminaristas são suscitados por serem atraídos pelo mundo e não pelo encanto de se levar a palavra de Deus, pois os nossos irmãos padres e catequistas também precisam reaprender a encantar e talvez seja essa a grande mensagem implícita no discurso de Bento XVI.

“(…) Dirigiu-se Jesus ao templo. E, enquanto ensinava, os príncipes dos sacerdotes e os anciãos do povo aproximaram-se e perguntaram-lhe: Com que direito fazes isso? Quem te deu esta autoridade”? (Mateus 21, 23)

Hoje celebramos uma pessoa que humildemente agüentou a calúnia. Que foi lembrado por muitos, não só por suas palavras, por suas ações e por sua vida como um grande Santo. Que Padre Pio sempre olhe por nós e leve nossos pedidos e clamores a Jesus.

Um imenso abraço fraterno

Fonte: Alexandre Soledade

terça-feira, 23 de setembro de 2014

Divisão por causa de Jesus

Neste evangelho, Jesus mais uma vez nos mostra o seu amor, convidando-nos a conhecer sua missão em meio às alegrias e dificuldades. Jesus veio nos trazer o Espírito Santo, o Espírito de amor, o Consolador, Aquele que nos ensina todas as coisas.

Jesus nos deixa o exemplo: Ele que é o Rei se fez pequeno quando pediu a João Batista para o batizar, batismo esse que nos dá força em meio ao combate espiritual, onde a carne e o espírito conseguem vivenciar dentro de uma fraternidade de amor e paz. Após o batismo, somos chamados a vivenciar os frutos do Ressuscitado para que possamos ter uma vida plena e cheia do Espírito Santo.
Jesus era consciente de que um efeito (ainda que não desejado) do seu trabalho ia ser causa de divisão entre os partidários do imobilismo e os que lutam por um mundo novo. Por isso inflamou a ira dos funcionários do templo e de todos os que se consideravam donos da verdade. O fogo da Palavra de Deus não era para funcionários lúgubres saturados de doutrinas e sedentos de poder.

Mas o fogo de Jesus não é o fogo das paixões políticas. É o fogo do Espírito que tem que ser aprovado na entrega total, no batismo da doação pessoal. É um fogo que prende aí onde se abandonaram os interesses pessoais e se busca um mundo de irmãos.

A paz de Jesus é um fogo purificador que não se confunde com a “Pax Romana”, aquela paz que Roma (e qualquer império) se esforça por proclamar. Esta é só uma tranquilidade institucional que garante a vantagem dos opressores sobre os oprimidos, do império sobre os subalternos, da injustiça sobre o direito.

O fogo purificador de Jesus faz amadurecer os mensageiros, os discípulos, os profetas, os apóstolos. O destino deles, como o do mestre, é sair ao encontro da obscuridade com um clarão que põe às claras tudo o que a ordem atual esconde. O fogo põe as claras também as deficiências pessoais, as ambições subterrâneas, os desejos reprimidos. O fogo que se prova com a entrega total ao serviço do evangelho.

Devemos observar que o Senhor Jesus Cristo não está atacando o relacionamento familiar, mas indica que nenhum laço terreno, embora muito íntimo, poderá diminuir a lealdade a Ele.
Essa lealdade pode até mesmo causar em determinados membros de uma família que eles sejam afastados ou ignorados pelos outros por terem escolhido seguir a Cristo Jesus.
Podemos resumir que o Senhor Jesus Cristo se refere a espada por ser um instrumento cortante e que na qual a sua vinda causará separação em muitas pessoas, não porque Ele quer, mas pela opção de cada um em segui-lo como Senhor e salvador.


Pai, que o batismo de Jesus, por sua morte de cruz, purifique-me de todo pecado e de toda maldade, como um fogo ardente, abrindo o meu coração totalmente para ti.

Fonte: Canção Nova

Minha mãe e meus irmãos

Primeira leitura: Provérbios 21, 1-6.10-13


Salmo responsorial: 118, 1.27.30.34.35.44
Guiai-me, Senhor, no caminho de vossos preceitos!

Evangelho: Lucas 8, 19-21

          Minha mãe e meus irmãos são aqueles que ouvem a Palavra de Deus, e a põem em prática. Estamos ante um texto controverso. A nova família de Jesus é também nossa nova família, por ser a família do Reino de Deus. O evangelho nos apresenta um grande contraste entre o povo de Israel envelhecido, representado pela Mãe de Jesus e pelos irmãos de Jesus; e o novo povo de Israel: “Minha mãe e meus irmãos são os que escutam a Palavra de Deus e a cumprem”.

          Fica claro, a partir da própria palavra de Jesus, que os laços no Reino não dependem da carne nem do sangue, mas da adesão à mensagem da Palavra de Deus e da capacidade do fiel de colocá-la em atos em sua vida. A vida do crente está entre duas propostas bem claras: os que somente querem ver Jesus, tal como o faz a mãe e os irmãos dele; ou os que escutam a palavra de Deus e a cumprem.
Frente a estas duas propostas é necessário tomar uma posição: ser simplesmente observador do tempo novo que é inaugurado por Jesus, ou entrar na nova dinâmica e deixar-se surpreender por Deus, por sua Palavra e por sua proposta. De que lado você se encontra?


Fonte: Claretianos


segunda-feira, 22 de setembro de 2014

O Filho do Homem vai chegar na hora em que menos o esperardes


Evangelho - Lc 12, 39-48

Quem é maduro para Deus senão aquele que assume a própria responsabilidade? Vivemos numa sociedade onde a culpa não existe. E mais: estamos expostos a um rolo de acontecimentos, com seu emaranhado de causas e consequências.
Vale a pena ouvir as palavras que Jesus nos dirige com máxima atenção: “Vós também ficai preparados! Porque o Filho do Homem vai chegar na hora em que menos o esperardes” (Lc 12,40).
Qual é a razão desta advertência de Jesus? É que os homens e as mulheres facilmente se metem num jogo de “empurra-empurra”. Os que erram “são os outros”, os culpados não somos nós, não sou eu. Para mim, tudo o que faço está certo. Portanto, a culpa não existe e, se existe, é dos outros, é dos dirigentes, é do governo, é da hierarquia.
Não esqueça que também é índice de maturidade cristã saber examinar-se e reconhecer a própria parte de responsabilidade. Nós somos responsáveis de muitos males que acontecem no mundo.
Jesus nos dirige a palavra: “Quem é o administrador fiel e prudente que o senhor vai colocar à frente do pessoal de sua casa para dar comida a todos na hora certa?” (Lc 12,42). O Evangelho apresenta o cristão vigilante com a psicologia do administrador, não do patrão. Todos querem ser “patrões” e querem mandar! Se esquecem que só Deus é o Senhor. Foi dito que o mundo iria melhor se tivesse menos arquitetos e mais pedreiros, menos discussões e mais trabalhos. Provavelmente, o mundo e a Igreja precisam menos de patrões e mais de servos.
Concluindo: diremos que estas duas parábolas – a da chegada inesperada do ladrão e a do comportamento do servo que aguarda a chegada do senhor – continuam o tema escatológico da vinda gloriosa do Filho do Homem.
O primeiro grande acontecimento escatológico é a Encarnação. É o nascimento de Jesus. É a presença do Filho do Homem – Jesus, Filho de Deus – na história ao longo dos tempos. A partir de Jesus, o humano se torna o lugar do encontro com Deus.
Os discípulos, na diversidade de seus dons, são chamados ao serviço e à vida construindo o mundo novo possível, onde Deus se faz presente pelo amor. Por isso, esperando continuamente a chegada imprevisível do Senhor que serve, a comunidade cristã deve permanecer atenta, concretizando a busca do Reino através da prontidão no serviço fraterno.
Quero que você saiba que a responsabilidade é ainda maior quando se sabe o que deve ser feito. E você sabe tudo o que deve fazer para ter como herança a vida eterna. Muito lhe será exigido, pois diz Jesus: “A quem muito foi dado, muito será pedido; a quem muito foi confiado, muito mais será exigido!”


Fonte: Padre Bantu Mendonça

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

“Tua Fé Te Salvou. Vá em Paz!”- Evangelho de Lc 7, 36-50


 Dia 18 de Setembro  de 2014


          Deus tem um projeto de vida nova para  todos! É Jesus quem nos apresenta esta projeto, indicando-nos o caminho que devemos percorrer, se quisermos colocar este projeto em prática! Colocar  o projeto de Deus como prioridade em nossa vida, é estar disposto a caminhar na contramão do mundo!
        Sem uma adesão concreta à proposta de vida nova, anunciada por Jesus, ficamos na superficialidade da fé, numa fé sem compromisso e ao invés de nos tornar  caminho de salvação para o outro,  tomamos   uma postura de juiz, condenando o nosso  irmão sem misericórdia, sem  dar a ele uma oportunidade de rever a sua vida de experimentar uma vida nova  em Jesus!
Um verdadeiro seguidor de Jesus, nunca vê o outro como caso perdido, como alguém irrecuperável, pelo contrário, assim como  Jesus, ele não desiste do outro, pois  acredita no seu retorno à Vida.
          É o que Jesus nos mostra no evangelho de hoje, ao acolher com amor, uma mulher de vida errante, que até então, não tivera a oportunidade  de experimentar o aconchego do coração misericordioso de Jesus!
          A narrativa  nos mostra um  belíssimo testemunho de amor e de fé de uma  mulher que vence todas as barreiras do preconceito para chegar até Jesus! Provavelmente, faltou-lhe coragem para olhar Jesus de frente, o que não a impediu de demonstrar o seu amor e a confiança na sua misericórdia! Num gesto de ternura e de  humildade, ela  banha os pés de Jesus com  suas lágrimas, enxuga-os com os seus cabelos, cobri-os de beijos e  ungi-os com perfume!  Tudo nos leva a crer, que neste episodio, nenhuma palavra fora dirigida à Jesus por parte desta mulher, tudo, decorrera no mais profundo silencio, afinal, a cena por si só falava  tudo, falava de amor e de fé,  de um amor e de uma  fé que tocou Jesus, mostrando-nos mais uma  vez a grandiosidade do seu coração! 
          O nome desta mulher,  sequer fora revelado, pois ela  já havia sido rotulada pela sociedade, como uma mulher “pecadora.” Rótulo  que a tornava desonrada aos olhos de todos, menos aos olhos misericordiosos  de Jesus!
         O fariseu, se escandaliza com a audácia desta mulher anônima que invade a sua casa para encontrar-se com  Jesus. Cheio de si  mesmo, ele lança sobre ela  um olhar de condenação,  enquanto que Jesus a olha  com misericórdia!  Jesus  vê o amor transbordar no  coração dela e a liberta da pior de todas as escravidões: a escravidão do pecado: ”teus pecados estão perdoados.”
É com este mesmo olhar de misericórdia, que Jesus olha para cada um de nós! Procuremos fazer como Ele: olhemos o nosso  irmão com um olhar de misericórdia e não com um olhar de condenação!
          A conclusão do fariseu, diante de tal cena, foi de que Jesus não era um profeta, na mente dele, se Jesus  fosse um profeta, Ele não acolheria aquela mulher “pecadora”.  Escandalizado, o fariseu  sequer pronuncia  o nome de Jesus, se refere  a Ele com desdém : “este homem”.
          Este encontro transformador se deu na casa de um fariseu que convidou Jesus para almoçar com ele! Jesus entrou na casa do fariseu como uma luz, mas este,  não se abriu a  esta luz, quem  a acolheu esta luz,  foi uma  mulher marginalizada, que a partir de então, teve a sua vida transformada, passando das trevas para a luz!
           Hoje, Jesus quer entrar na nossa casa, no nosso coração, estamos abertos para acolher esta luz? 
        Deixemos-nos conduzir pela  luz de Cristo, sem nunca esquecer: o mais Santo de todos os Santos será sempre um pecador perdoado. Coloquemos em nossa vida, a mensagem do inesgotável perdão de Deus olhando o outro, com o olhar misericordioso!
         Tenhamos um coração largo para amar e os  braços abertos  para acolher o irmão que deseja voltar ao convívio do Pai!


Fonte: Olivia Coutinho

Tocamos flauta para vós e não dançastes - Evangelho - Lc 7,31-35


Tenho sido indiferente à Palavra de Deus?


Deixar a vida ser conduzida de qualquer jeito, como se tivéssemos apenas uma vida material, é ser indiferente a Deus, é ser indiferente à Sua Palavra.
“Com quem hei de comparar os homens desta geração? Com quem eles se parecem? São como crianças que se sentam nas praças, e se dirigem aos colegas, dizendo: ‘Tocamos flauta para vós e não dançastes; fizemos lamentações e não chorastes!’” (Lc 7,31-32).
A Palavra de Deus nos chama à atenção para a situação da indiferença, para aqueles corações que simplesmente não ligam, para quem tanto faz ou tanto fez; não dão a menor atenção ao que está acontecendo.
Não ligar para alguém que está ao nosso lado sofrendo ou chamando a nossa atenção significa dizer que para nós essa situação não tem a menor diferença, que não nos importamos com isso.
Quando Jesus veio até nós, houve um grupo de pessoas que pararam para ouvi-Lo e deixaram suas vidas serem transformadas por causa da Sua Palavra, mas é óbvio que houve aqueles que se opuseram, colocaram-se contra. Houve também um outro grupo que simplesmente se portou com total indiferença: “Isso não me diz respeito, eu não estou preocupado e não dou atenção a isso”.
No meio de nós há muitas pessoas que conhecem Deus, sabem da Palavra d’Ele, tem até símbolos sagrados na sua casa. De vez em quando, vão à Igreja, mas se portam e se comportam com total indiferença para com Ele, para com a Palavra d’Ele.
Uma vez que estamos preocupados com nossos negócios, estudos e trabalhos, que estamos ocupados em adquirir dinheiro, fortuna ou seja lá o que for, a nossa vida acaba tendo outras ocupações e nós não temos tempo de nos ocupar com Deus nem com a Palavra d’Ele.
Uma coisa é certa, o Senhor não está pedindo a ninguém para deixar as suas ocupações nem as suas responsabilidades com a vida. Mas deixar a vida ser conduzida de qualquer jeito, como se tivéssemos apenas uma vida material, como se ela se resumisse apenas a essa Terra; como se nós não tivéssemos preocupações com as coisas do Alto é ser indiferente a Deus, é ser indiferente à Sua Palavra.
Que, hoje, essa mesma Palavra chegue ao nosso coração e o desperte para que saiamos da indiferença e da frieza, para que nos abramos a ela, a fim de sermos tocados pela Palavra, porque se chegarmos à situação de que nada que o Senhor fala nos toca, é porque estamos no mau caminho.

Deus abençoe você!

Fonte: Canção Nova

terça-feira, 9 de setembro de 2014

A fazenda chamada Esperança

Dependência química

A fazenda chamada Esperança


Unidade da Igreja Católica em São Luís de Montes Belos será inaugurada com solenidade no sábado

Eduardo Pinheiro - de São Luís de Montes Belos 04 de setembro de 2014 (quinta-feira)


Unidade da Fazenda Esperança em São Luís de Montes Belos vai oferecer tratamento a dependentes químicos
Quatro voluntários levantam vigas de metal sob o sol escaldante do mês de setembro. A estrutura abrigará um palco para festividades de inauguração da Fazenda da Esperança, no município de São Luís de Montes Belos, a 127 quilômetros de Goiânia. É a 99ª obra do tipo do mundo. Somente no Brasil, são 70 propriedades rurais ligadas à Igreja Católica dedicadas à recuperação de jovens dependentes químicos.

Além do palco, os últimos detalhes da fazenda são colocados por voluntários. Placas de grama, britas para o calçamento, fossa sanitária e limpeza das acomodações. A partir de sábado, o lugar acolherá 30 jovens que querem se ver longe do mundo das drogas. São sete alqueires que abrigam duas casas, uma com três quartos coletivos, outra com quatro, campo de futebol e capela. Tudo para implantar a metodologia baseada em trabalho, espiritualidade e convivência.

Conforme explica o missionário responsável pela Fazenda da Esperança, de São Luís dos Montes Belos, Alexandre Falcão, o fato de ser localizada na zona rural dá tranqüilidade aos dependentes que buscam auxílio. A sensação de paz, integrada com a convivência dos internos, oferece um contraponto para os dependentes - que normalmente saíram de lares desestruturados e das ruas. Os jovens se dividem nas tarefas de manutenção da fazenda e venda de produtos.

Falcão diz que 80% dos internos que completam todos os passos da metodologia se integram novamente à sociedade sem problemas com drogas. “O ciclo dura um ano, que vai desde a acolhida até o retorno para a família”, diz. O tratamento é todo gratuito, mas cheio de obrigações, tanto para os internos, quanto para as famílias. Doações, trabalhos na própria fazenda, além da produção e venda dos produtos são as formas de pagamento.

Para entrar na fazenda para o tratamento é preciso passar por uma triagem. O primeiro passo é mandar uma carta, escrita de próprio punho pelo jovem que quer se tratar da dependência química. “Não adianta vir obrigado. Só se salva quem realmente quer. Por isso a exigência da carta”, explica Falcão. Depois é necessário passar por uma bateria de exames, com avaliação da saúde física, dentária e psicológica. Por fim, uma entrevista. “No olho a olho, sabemos quem quer vir realmente. Por isso é importante essa última etapa”, diz.

Aqueles que passam pela fase de acolhida aos poucos se integram no ritmo da fazenda. Com o tempo se tornam eles mesmos parte da própria estrutura de tratamento. Viram voluntários que ajudam os outros internos a darem, como eles, os próprios passos. Ao fim dos 12 meses de tratamento podem ser até integrados à estrutura maior que envolve as outras fazendas do Brasil e do exterior. O projeto tem mais de 30 anos e se espalha por mais de 30 países.

Voluntários

Erik Marlon, de 34 anos, é um desses ex-dependentes que passaram a compor a estrutura das fazendas espalhadas pelo País. Usuário de drogas desde os 15 anos, passou pela fazenda de Alagoas, seu Estado natal, duas vezes. Na primeira passagem largou antes do fim do tratamento. Voltou em julho do ano passado, por conta do vício. “O crack me tirou tudo que tinha. Gastei R$ 9 mil de uma rescisão de contrato trabalhista e tive o segundo divórcio”, lamenta.

Na segunda internação Erik seguiu todos os passos, saiu em julho deste ano. “Via na droga uma felicidade que não tinha em casa. Meu pai, major da Polícia Militar, é muito rígido, me agredia e me negou muita coisa”, diz. “Comecei a ver na rua uma saída para a opressão, comecei a me drogar. Perdi a primeira mulher, depois a segunda. Fiquei distante dos filhos. Mais tarde descobri que a felicidade que a rua e a droga dão é ilusória. Agora sou realmente feliz”, completa. Após cumprir todos os passos do tratamento veio de Maceió, a convite da Diocese de São Luís de Montes Belos, para ser um dos 13 voluntários que ajudaram na construção da Fazenda Esperança.

Todos os voluntários que trabalham na obra são ex-dependentes recuperados nas unidades da Fazenda Esperança. Vieram de todo o País com passagens pagas por eles mesmos, além de doações de meio salário mínimo cada para que a 99ª unidade saísse do chão.
Para a inauguração estão confirmados 2 mil pessoas e 35 ônibus de toda a Região Oeste do Estado. A expectativa é que a fazenda se torne referência no tratamento de dependentes e consiga, através de doações da comunidade, ampliar a capacidade, com a construção de mais duas casas. Os idealizadores e fundadores do projeto, frei Hans Stappel e Nelson Giovanelli, vêm a Goiás para a inauguração. Outras 50 unidades parecidas devem ser inauguradas neste ano em todo o País, além de Argentina, Chile e Estados Unidos.

Tratamento

Passos para tratamento na Fazenda Esperança:
■ Carta redigida em próprio punho pelo jovem que quer receber tratamento
■ Exames médicos, odontológicos e psicológicos
■ Entrevista
■ Tratamento de 12 meses contra dependência química


terça-feira, 2 de setembro de 2014

Homilia

Domingo, 31 de agosto de 201422º Domingo do Tempo Comum - Primeira leitura: Jeremias 20,7-9 - A palavra do Senhor tornou-se para mim fonte de vergonha.Salmo responsorial: Salmo 62(63),2.3-4.5-6.8.9 (R. 2b) - A minha’alma tem sede de vós, como a terra sedenta, ó meu Deus!Segunda leitura: Romanos 12,1-2 - Oferecei-vos em sacrificio vivo.Evangelho: Mateus 16,21-27 - Se alguém quer me seguir renuncie-se a si mesmo.A liturgia de hoje centra a atenção sobre as consequências dolorosas do ministério profético e do seguimento de Jesus. Tanto Jeremias como Mateus, chamam a atenção sobre o conflito enfrentado pelo profeta e por Jesus.A experiência do exílio marcou a vida do povo de Israel. Foi um momento muito doloroso que lhe exigiu repensar sua fé no Deus da Aliança. Neste marco histórico se situa o profeta Jeremias.Esta passagem coloca em relevo o clamor do profeta porque Deus o seduziu e se tornou objeto de galhofa de todos e a palavra foi motivo de dor e desprezo. Por isso o profeta quis abandonar a sua missão, porém a Palavra foi mais forte e por ela foi vencido. A maioria dos profetas bíblicos sofreram experiências similares às de Jeremias. São rejeitados por seus próprios irmãos e pelas autoridades correspondentes. Muitos deles sofreram a morte e o desterro. Porém, foi mais forte a fidelidade a Deus e ao seu povo, que sua própria segurança e bem-estar. A Palavra de Deus age no profeta como um fogo abrasador que não o deixa tranquilo e o mantém sempre alerta no cumprimento de sua missão.
No evangelho encontramos um belo esquema catequético “sobre o discipulado como seguimento de Jesus até a cruz”. Jesus manifesta a seus discípulos que o caminho da ressurreição está estreitamente vinculado à experiência dolorosa da cruz. O núcleo principal é o primeiro anúncio da paixão. Porém, os discípulos, simbolizados pela pessoa de Pedro, não compreenderam esta realidade. Eles estão convencidos do messianismo glorioso de Jesus que se manifesta nas expectativas messiânicas do momento. Jesus rejeita enfaticamente esta proposta, pois a vontade do Pai não coincide com a expectativa de Pedro e dos discípulos. Por isso Pedro aparece como instrumento de Satanás que obstaculiza a missão de Jesus.O mestre convida o discípulo a continuar seu caminho seguindo-o porque ainda não alcançou a maturidade do discípulo. Logo, Jesus se dirige a todos os discípulos para assinalar que o caminho do seguimento por parte do discípulo também comporta a cruz. Não há verdadeiro discipulado se não se assume o mesmo caminho do Mestre. O anúncio do evangelho traz consigo perseguição e sofrimento. Tomar a cruz significa participar damorte e ressurreição de Jesus. A perda da vida por causa de Jesus habilita o discípulo a alcança-la em plenitude junto a Deus.No batismo nos consagramos com a missão de sermos sacerdotes, profetas e reis. Portanto, a dimensão profética de nossa fé é intrínseca à consagração batismal. Hoje não podemos prescindir do profetismo no seguimento de Jesus. E sabemos que as consequências do profetismo vinculado estritamente à missão evangelizadora, são a oposição, a perseguição, a rejeição e o martírio. Muitos homens e mulheres, em distintas partes do mundo, apostaram a vida pela fé e pela defesa dos valores evangélicos. Se queremos seguir Jesus em fidelidade temos que enfrentar muitas contradições, caminhar na contramão do que propõe a ordem estabelecida, a cultura dominante e a globalização do mercado – que é a globalização da exclusão.Gostaríamos de viver um cristianismo cômodo, sem sobressaltos e sem conflitos. Porém, Jesus é claro em seu convite: é preciso tomar a cruz, arriscar a vida, perder os privilégios e seguranças que a sociedade nos oferece se queremos ser fieis ao evangelho. Como vivemos em família e na comunidade cristã a dimensão profética de nosso batismo? Estamos dispostos/as a correr os riscos embutidos no seguimento de Jesus? Conhecemos pessoas que viveram a experiência do martírio por causa do evangelho? O que é ser mártir nos dias de hoje?

A segunda leitura da carta de Paulo aos cristãos de Roma utiliza uma linguagem imperativa. Estes versículos servem de união com a parte anterior, mais indicativa. A linguagem é exortativa. Paulo fala, não somente como irmão na fé, mas com a autoridade de apóstolo. Convida os fiéis a fazer de seu corpo uma oferenda permanente a Deus. O verdadeiro culto não se reduz a ritos externos, mas procede de uma vida reta. O corpo, veículo da vida interior, deve ser um canto de louvor e gratidão a Deus. Nisto consiste a conversão para Paulo: em uma vida totalmente transformada pelo Espírito de Deus, que se reflete na mudança de mentalidade, de valores e de horizontes. Somente assim é possível adquirir critérios de discernimento para buscar, encontrar e realizar a vontade de Deus.Oração: Ó Deus, amor eterno, gerador de todos os seres e os envolves em tua ternura materna. Faze que tenhamos em nós uma atitude de confiança radical na bondade da vida e da existência, para que sejamos também criadores de vida por amor. Tu que vives, reinas, amas e chamas ao amor, pelos séculos dos séculos. Amém.

2ª Noite de Massas

Vai ser massa, venha participar conosco.