quarta-feira, 6 de agosto de 2014

LectioDivina/PalavradeVida/Frágua: Escutai o que Ele diz. Mt 17, 1-9


Escutai o que Ele diz. Mt 17, 1-9 - Quem vive a Palavra vê a própria vida transfigurar. Temos sempre a possibilidade de ver a transfiguração que Deus faz na vida de muitos. Por causa da Palavra podemos também transformar todo o nosso comportamento. A Palavra colocada em prática pode fazer isso. Como? Comecemos amando em pequenas coisas. E em cada ato podemos repetir: “Por ti Jesus!”

Fiesta de la Transfiguración del Señor, Tú “has visto” la “grandeza” del Señor. Tú has “oído la voz” del Señor. Tu anuncio no se basa en teorías, sino que eres “testigo”, porque “estás con Jesús” en la “montaña” de la oración. Sabes que a la gente le “hace bien prestar atención” a la Palabra que proclamas, que es “lámpara que brilla en la oscuridad”. Tú has sido enviado a “hacer nacer esta luz en los corazones” de la gente.

Oração pelas Vocações: Jesus, Mestre divino, que chamastes os Apóstolos a vos seguirem, continuai a passar pelos nossos caminhos pelas nossas famílias, pelas nossas escolas, e continuai a repetir o convite a muitos de nossos jovens. Dai coragem às pessoas enviadas. Dai força para que vos sejam fiéis como apóstolos leigos, como sacerdotes, como religiosos e religiosas para o bem do Povo de Deus e de toda a humanidade. Amém.


#Bom dia amados!!

Fonte: Severino Cicero Cicero

Jesus nos aponta a luz, a direção e o caminho do céu


A transfiguração de Jesus nos aponta a luz, a direção e o caminho do céu. Permitamos que essa luz do alto resplandeça em nossa vida e nos dê ânimo, fé e coragem!

“E foi transfigurado diante deles; o seu rosto brilhou como o sol e as suas roupas ficaram brancas como a luz” (Mateus 17, 2).
A Igreja nos dá a graça de celebrarmos hoje a Festa da Transfiguração de Jesus, que, de tão importante por ter um sentido tão profundo para a nossa fé, merece uma celebração à parte na liturgia. Mesmo que nós meditemos este mesmo Evangelho em outros domingos, em outro dia, vale a pena meditar e celebrar o dia em que Jesus, bem antes de Sua morte, subiu à montanha sagrada e diante dos apóstolos Pedro, Tiago e João transfigurou-se, isto é, mudou a figura diante de Seus discípulos, o Seu rosto brilhou como o sol e Suas vestes brancas ficaram como uma luz única.

O que tudo isso tem a nos ensinar? Primeiro que Jesus nos dá a garantia e nos mostra aquilo que seremos, aquilo que a vida eterna vai transformar: o corpo do homem e da mulher será novo e ressuscitado em Cristo Jesus. E que receberemos uma nova veste, uma veste branca, única, transfigurada pelo amor divino. E segundo que a veste do homem novo e da mulher nova não terá mais a mancha do pecado, do mal e nossa vida brilhará como a luz, como o sol. O brilho do Cristo Ressuscitado há de também resplandecer em nós!

Nós hoje celebramos a festa da luz, da luz que vem do céu, da luz que brota do Cristo vivo e ressuscitado, que ilumina a nossa vida. É importante dizer isso, porque, muitas vezes, no fundo da nossa alma, caminhamos na penumbra, na incerteza, no medo e na insegurança por não sabermos o que será da nossa vida depois. O pânico que a morte causa na vida de muitas pessoas! “O que vai ser de mim? Vou morrer um dia!”.

Ah, quando não nos alimentamos da eternidade, quando não recebemos a Eucaristia, que faz transfigurar e transparecer a vida nova do Cristo em nós, a nossa vida fica muito humana e terrena e perdemos a direção do céu. Ao transfigurar-se diante desses apóstolos Jesus lhes antecipa como será a ressurreição futura.

A transfiguração de Jesus, hoje, é para nos apontar a luz, a direção e o caminho do céu, e para que não percamos essa luz chamada Cristo Jesus. Permitamos que a luz, que vem do alto, resplandeça em nossa vida e nos dê ânimo, fé, coragem e a certeza de que, um dia, também estaremos gloriosos com Ele no céu!

Deus abençoe você!



Fonte: Padre Roger Araújo

domingo, 3 de agosto de 2014

MULTIPLICAÇÃO DO PÃES

Evangelho - Mt 14,13-21


Cinco pães e dois peixes alimentaram cinco mil homens sem contar mulheres e crianças, e sobraram doze cestos. E ainda tem gente que duvida da divindade do Filho de Deus!
Jesus é aquele que nos alimenta em plenitude. O corpo e a alma. Sua caridade é completa. Primeiro Ele curou os doentes, livrando-os do mal do corpo. Depois os alimentou com a sua palavra de vida eterna, sustento para a alma e para a fé. Finalmente Jesus os alimentou com pão e peixe, nutrindo-os para   levar seus ensinamentos para outros irmãos.
Quanto alimento que sobra das nossas mesas!  Quantos irmãos que sofrem pela falta de comida!  Como podemos sorrir felizes ou fingindo estar felizes, num almoço farto com familiares, enquanto lá fora nas calçadas, e nas favelas, muitos rostos tristes de adultos idosos e crianças, olham o vazio, sem solução para a sua fome e seu desconforto!  Os bolsões de pobreza são explorados pelos políticos na campanha eleitoral, quando eles prometem em troca do voto, a solução para a pobreza. Quando eles ganham a eleição às custas dos votos daqueles miseráveis, não volta mais na favela e nem apresentam nenhum projeto para pelo menos aliviar o sofrimento daqueles marginalizados.
É por isso que a miséria nunca terá fim. Pois ela é útil para os poderosos.  Pois se trata da exploração do homem pelo homem. O rico não vive sem o pobre. Ele precisa do pobre. O poder público não providencia a partilha para os famintos, muito menos projetam um sistema de controle de natalidade adequado. Desse modo, é fácil imaginar o futuro o qual já está instalado no meio de nós. Muita gente para comer, vestir, abrigar-se, e poucos recursos disponíveis para todos eles. Pois esses recursos estão concentrados nas mãos de uma minoria.
É por isso que em parte somos culpados por tantos assaltos, por tanta violência! A qual é causada pela nossa falta de caridade, de partilha, de amor ao próximo na prática. Não se trata aqui de alimentar preguiçosos, apesar de que a preguiça é uma insuficiência de alguns. Trata-se de dar a vara para eles pescar o seu próprio alimento, dando aos jovens ensino técnico em vez de não lhes ensinar nada de útil para as suas vidas como está acontecendo nas escolas públicas.  Trata-se de valorizar os professores com salários justos e todo apoio para que eles possam exercer um ensino de verdade, uma educação para a vida e não para a morte. Pois toda mudança social deve começar pela educação, e não pela repressão.
Caríssimos. Omelhor investimento! Melhor que investir nos melhores bancos, é matar a fome dos famintos, é também ajudar a sua igreja na hora da coleta.  Porque fazendo isso, você está devolvendo a Deus um pouquinho do muito que Ele lhe deu. E tenha certeza de que você não ficará sem recompensa.  Já não acontece o mesmo para aqueles que embora tendo muito, não se importam com a dor da fome dos excluídos, aos quais eles chamam de vagabundos! Já não acontece o mesmo também para aqueles que fingem estar lendo o folheto da missa na hora que passa por eles a coleta.
Vivemos num mundo em que tudo é pago. Só ainda não estamos pagando para respirar.Tudo gira em torno do dinheiro. Quem é caridoso tem de enfrentar a oposição dos demais, começando pela nossa própria família. E mais. Infelizmente quem faz caridade é acusado de deixar os necessitados mais acomodados e propensos a não fazerem mais nenhum esforço pela sua sobrevivência.
Os arrogantes não partilham, não dão esmolas, economizam, juntam, investem, com medo do dia de amanhã, pois eles não depositam sua confiança em Deus.  Já a maioria dos pobres são caridosos pois eles sabem o que é viver a triste realidade da miséria.
Por outro lado, a liturgia deste domingo nos leva a refletir sobre a Eucaristia, Jesus o Pão da vida que se deu pelo alimento da nossa alma, da nossa fé. Na multiplicação dos pães Jesus demonstrou o seu poder divino assim como também manifestou na prática o seu imenso amor por aquelas pessoas que o seguiam por causa das curas e por causa da sua palavra que os encantava.
Hoje o corpo de Cristo, o pão vivo que desceu do Céu, continua a ser distribuído para milhões de fiéis no mundo inteiro, que procuram saciar a sua fome e a sua sede de Deus, através da Igreja. Não adiantam  as investidas de satanás para atrapalhar, ou mesmo tirar Deus da nossa mente e da sua Igreja. Porque as portas dos infernos não se prevalecerão contra ela.
Na Eucaristia está concentrado o tesouro espiritual da nossa Igreja, pois ela é o centro de toda a vida cristã. É o próprio Jesus, O Filho de Deus que se fez alimento para nos fortalecer contra toda causa de pecado. É Deus vivo que quis estar presente no nosso meio, em nossa alma, através do seu Filho sacramentado.  Na Eucaristia Deus não apenas nos oferece alguma coisa maravilhosa, mas Ele se dá a si mesmo, seu corpo e seu sangue. E assim, em cada Eucaristia, a comunidade cristã nasce de novo com forças novas e com a fé alimentada, pronta para enfrentar todas as adversidades desse mundo sem Deus.
Mas infelizmente, são muitos os que ainda colocam sua segurança no dinheiro e nos bens materiais, em vez de buscar a fonte de água pura.  São muitos os que dão pouca importância a palavra de Deus, que disse: “Quando deres uma esmola a um mendigo, foi a mim que destes”, e continuam ignorando o irmão necessitado. São muitos que iludidos com o conforto e tudo o que o dinheiro pode comprar, vivem afastados de Deus e do irmão carente, buscando sempre a aproximação com aqueles que são do seu nível social e econômico.
Meu irmão, minha irmã. Não seja um desses!  Procure multiplicar a sua caridade, a sua fé, a sua esperança nas promessas de Cristo. Multiplique também a oração, a negação de si mesmo, e acima de tudo, faça alguma coisa para multiplicar o número de catequistas no mundo. Seja ministros ordenados, ou seja, leigos integrados no Plano de Deus.


Fonte: José Salviano.


sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Não é ele o filho do carpinteiro? Então, de onde lhe vem tudo isso?



Não é ele o filho do carpinteiro? Então, de onde lhe vem tudo isso?

Este Evangelho narra que Jesus não foi bem recebido na sua terra, Nazaré. E isso por um motivo totalmente inválido: ele era de lá, pertencia a uma família simples (pai carpinteiro) e não cursou faculdade.

Mas o motivo verdadeiro é porque ele pisava no calo; falava coisas que as pessoas não queriam ouvir, porque tocava na ferida delas, isto é, chegava ao seu pecado, que elas não queriam abandonar.
O profeta fala a palavra certa, na hora certa, do jeito certo e para a pessoa certa, sem estar preocupado em agradar os ouvintes. Isso é difícil de engolir, a não ser que a pessoa queira realmente se converter.

E o nosso pecado nos leva a transferir para os outros, problemas que são nossos. Em vez de aceitar seu erro, criticavam a Jesus. Quando nos simpatizamos com uma pessoa, aprovamos tudo o que ela fala ou faz. Mas uma pessoa que nos é antipática fala ou faz a mesma coisa, nós reprovamos. Como que os nossos julgamentos são subjetivos!

Tudo é motivo para condenar um profeta, até este: eu conheço a sua família e sei que ele não estudou. E a perseguição ao profeta é, às vezes, covarde. Criticamos porque ele ou ela tem o cabelo comprido ou curto, porque usa essa ou aquela roupa, porque reza ou porque não reza, porque é alegre ou porque é sério etc.

“E Jesus não fez ali muitos milagres, porque eles não tinham fé.” A fé é condição necessária para se receber uma graça de Deus. E o motivo principal da recusa a um profeta é a nossa falta de fé.

Os profetas, isto é, os líderes cristãos que são nossos vizinhos, e cujas famílias nós conhecemos, por si são melhores do que os desconhecidos, porque eles ou elas nos conhecem e podem dar o remédio certo, pois conhecem as nossas falhas. Também porque, sendo da nossa cidade ou bairro, fica mais fácil a continuidade do trabalho evangelizador.

Os fariseus colocavam sua segurança na Lei. Os saduceus colocavam sua segurança no dinheiro; eram todos latifundiários. E os sacerdotes colocavam a sua segurança no culto. Assim, nenhum deles precisava de Deus! Eram pessoas cheias de si mesmo e que se julgavam donas do próprio destino. 
O certo é nos esvaziarmos de tudo. “Esse povo me procura só de palavra, honra-me apenas com a boca, enquanto o coração está longe de mim. Seu temor para comigo é feito de obrigações tradicionais e rotineiras” (Is 29,13). “Este povo me honra com os lábios, mas o seu coração está longe de mim” (Mt 15,8). “Na sua boca, tu (Senhor) estás presente, mas longe do coração” (Jr 12,2).

Deus nos fala de muitas maneiras: pelos profetas, pela Sagrada Escritura, por outros livros ou programas bons... Que estejamos abertos.

Hoje nós celebramos a festa de Santo Inácio de Loyola, o fundador da Ordem dos Jesuítas. Ele era espanhol e viveu no Séc. XVI. Toda a vida de Inácio foi maravilhosa. Mas nos chamam a atenção dois fatos:
Como jovem ele levava uma vida devassa, envolvido com bebidas, mulheres, jogo, boemia... Como era soldado, um dia foi gravemente ferido. Na hora da cirurgia, para mostrar a sua bravura, dispensou a anestesia. Após a cirurgia, teve de ficar muitos dias internado. Ele pedia romances de cavalaria para ler. Mas, ao invés disso, as Irmãs do hospital lhe davam vidas de santos. Inácio lia aqueles gestos heróicos dos santos e pensava: se eles puderam, por que não eu? As Irmãs deram para ele ler um livro intitulado: A lenda dourada, que narrava a vida de Jesus Cristo. Foi esse livro que mudou a vida de Inácio. Ao lê-lo, ele começou a comparar a sua vida fútil e vazia, com o grande ideal de Cristo, a serviço de Reino de Deus. Assim, aos poucos, ele foi redescobrindo aquele Jesus que conhecera quando criança, no catecismo da primeira comunhão. Tomou a firme resolução de trocar de carreira: em vez de defender reinos humanos, tornar-se soldado de Cristo, lutando pelo Reino de Deus. Logo que recebeu alta, foi ao santuário de Nossa Senhora do Monte Serrat e depositou sua espada aos pés da Virgem Maria. Depois, retirou-se para o meio do mato, num lugar solitário, e ali se entregou totalmente à oração, à leitura da Bíblia e à prática de penitências.

Outro fato que nos chama a atenção aconteceu quando ele estava no meio do mato, fazendo penitências. Um dia, enquanto caminhava, encontrou-se com um mendigo. Propôs ao mendigo uma troca das roupas. O pobre aceitou, claro. Na hora, os dois trocaram as roupas. E lá se foi Inácio vestido com as roupas do mendigo, e o mendigo com as de Inácio. Isso mostra bem o temperamento de Inácio. Ele era prático, não suportava ter boas idéias apenas na cabeça, mas queria executá-las logo. Que bom se nós ouvíssemos os profetas com esse tipo de postura!

Maria Santíssima é a Rainha dos profetas. Ela testemunhou corajosamente a verdade, com atitudes e com palavras, por exemplo, no hino Magnificat. E o principal: ela nos deu o maior profeta de todos os tempos: Jesus Cristo. Rainha dos profetas, e Santo Inácio, rogai por nós.

Não é ele o filho do carpinteiro? Então, de onde lhe vem tudo isso?

Fonte:  Padre Antonio Queiroz