sábado, 4 de outubro de 2014

COMO DISCÍPULOS MISSIONÁRIOS SOMOS HOJE OS NOVOS VINHATEIROS!


Evangelho de Mt 21,33-43

Estamos no mês de outubro, tempo em que a Igreja nos convida a refletir sobre a necessidade de difundir o evangelho! O mundo está cheio de conflitos, necessitando urgentemente de mais diálogo, de pessoas corajosas, que não se curvam diante dos desafios porque acredita na força da palavra de Deus e do testemunho!

É um tempo que chega repleto de apelos ao nosso coração, nos motivando a assumir o nosso compromisso missionário, seja na  família, na  comunidade  ou na sociedade.

Ser missionário é colocar-se à disposição de Deus como  instrumento a ser usado por Ele, como e onde se fizer necessário! É  além das palavras, dar  testemunho de Jesus com a própria vida!  O espírito missionário se fundamenta na experiência da vivencia com Jesus, é a  presença de Jesus atuando nele, que o motiva a assumir com maior intensidade e alegria a sua  cumplicidade no anuncio do Reino!

A todo instante, somos  chamados   a agirmos de um jeito diferente, transparente,  na vivencia e no anúncio  do amor de Deus, construindo um novo céu aqui na terra! 

Todos nós somos chamados a sermos  anunciadores da constatação de que a promessa de DEUS se realizou, com o Deus Filho nos resgatando do cativeiro!

No evangelho deste Domingo, Jesus continua criticando duramente os líderes religiosos do seu tempo. E na intenção de desmascará-los conta-lhes uma parábola na qual eles são os vilões.  Porém, fechados em si mesmos, sacerdotes e anciões do povo, não  assimilaram estes personagens como sendo eles. O que podemos constatar na resposta que eles dão a Jesus: “Com certeza mandará matar de modo violento esses perversos e arrendará a vinha  a outros vinhateiros, que lhes entregarão os frutos no tempo certo.” Mt 21,41. Com  estas palavras, estes líderes religiosos, assinam a  própria sentença, pois estes arrendatários  perversos eram eles mesmos.

O texto chama a nossa atenção, para  a responsabilidades que nós, como Igreja missionária nascida da ressurreição de  Jesus, devemos ter para com  a vinha do Senhor que é o povo! Ao assumirmos o compromisso com Jesus, nós nos tornamos os novos vinhateiros, e como tal, temos que devolver ao dono da vinha os frutos da missão que a nós foi confiada.   

Como discípulo missionário, devemos dar testemunho de Jesus, partilhando a vida, acolhendo o irmão na compreensão e na misericórdia!  Não podemos nos limitar em práticas religiosas, no legalismo, que é um instrumento de alienação e de opressão.  Mais do que tudo, precisamos   cuidar da vida, que é  o bem mais precioso para Deus!

Somos co-responsáveis pela vida do outro, até mesmo pelos frutos que eles hão de  produzir. Se não tivermos  preocupação com o bem do outro, não seremos colaborados fieis à prosperidade  da vinha, e consequentemente seremos advertidos por Jesus, como foram advertidos os arrendatários citados na parábola! Estes, não cuidaram devidamente da vinha, além de não entregarem os frutos pertencentes ao proprietário, quiseram apoderar-se  da vinha, matando todos os que vinham recolher os frutos, profetas e até mesmo o Filho do dono da vinha que é Jesus!

Infelizmente, ainda hoje, existem líderes em nossas comunidades, bem parecidos com os antigos, pessoas que ao invés de servir, servem-se do povo, transformando-o em   propriedade sua, desagradando assim, o proprietário da vinha.

Como povo de Deus, pertencemos a uma só vinha!  Entre nós, há diferenças, mas como filhos do mesmo Pai, devemos estar sempre unidos, ligados a seiva que é Jesus, pois somente irmanados, produziremos  frutos em abundancia, dando assim, a nossa resposta de fidelidade ao dono da vinha!

Fonte: Olívia Coutinho

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Dia das Crianças

Venha participar conosco deste momento de alegria. Tragam suas crianças.

Quem então é esse homem de que falam tanto?

Herodes estava curioso por saber quem era esse homem que causava tanto alvoroço por onde passava. O imagino se questionando: Quem então é esse homem de que falam tanto? “(…) Herodes, o governador da Galiléia, ouviu falar de tudo o que estava acontecendo e ficou sem saber o que pensar. Pois alguns diziam que João Batista tinha sido ressuscitado, outros diziam que Elias tinha aparecido…”.

Imagino tantas pessoas que querem conhecer Jesus e não o encontram, em contrapartida os “Herodes” que precisam ser avisados sobre a presença de Jesus no mundo. Tenho então refletido muito esses dias o discurso de Bento XVI aos bispos do nordeste (e do Brasil também).

(…) Diante deste quadro emerge, por um lado, a clara necessidade que a Igreja católica no Brasil se empenhe numa nova evangelização que não poupe esforços na busca de católicos afastados bem como daquelas pessoas que pouco ou nada conhecem sobre a mensagem evangélica, conduzindo-os a um encontro pessoal com Jesus Cristo, vivo e operante na sua igreja”

Há um povo curioso e sedento de Deus, mas que não teve a oportunidade de reconhecê-lo ao seu lado, no seu caminhar, em sua vida. Como o evangelho de domingo nos bem alerta, talvez que nossa criatividade ou empenho não tenham sido do administrador infiel quando se viu em uma enrascada e de fato também somos assim…

Esforçamo-nos em ter Deus ao nosso lado quando estamos em apuros, mas facilmente o esquecemos quando estamos numa posição privilegiada ou de conforto.

“(…) Todos somos tentados como Cristo: tentados de voltar às costas a Deus Criador; de pararmos diante das coisas para possuí-las; de querer dominar sobre os outros, de colocar-nos no centro do mundo: pessoas e povos, caídos na tentação. Situações de violência e prepotência onde um exaltado demonstra uma irreprimível vontade de poder” (Dom Geraldo Majella)

Precisamos estar atentos para não nos colocar a frente da graça como Herodes. Ele não tinha intenção de matar João Batista, mas o fez para demonstrar que “manda” e muita gente também não tem a intenção, mas afasta as pessoas de Deus. Muita gente a frente de movimentos e pastorais e também por vezes sacerdotes, ministros, seminaristas, (…) esquecem da ovelha perdida caso sua vontade pessoal não seja feita, cumprida, realizada…

Grupos de jovens têm acabado, mas ninguém se atenta; jovens tentam adentrar nos movimentos e pastorais, mas não sabemos como falar com eles; conclui-se turmas de crisma, mas poucos desejam ficar e os que ficam, sem preparo, já são incorporados a messe… Será que nossos planos precisam de uma revisada ou recall?

Devemos valorizar o que temos de mais precioso que é nossa tradição, mas temos dado muito mais atenção a criticar aquele que proclamou gaguejando a primeira leitura do que incentivá-lo a continuar. A igreja não precisa de músicos, mas é muito triste sem eles, pois como diz o missal, eles também são comunidade.

A base de nossas comunidades esta envelhecendo, pois poucos líderes estão sendo formados; poucos seminaristas são suscitados por serem atraídos pelo mundo e não pelo encanto de se levar a palavra de Deus, pois os nossos irmãos padres e catequistas também precisam reaprender a encantar e talvez seja essa a grande mensagem implícita no discurso de Bento XVI.

“(…) Dirigiu-se Jesus ao templo. E, enquanto ensinava, os príncipes dos sacerdotes e os anciãos do povo aproximaram-se e perguntaram-lhe: Com que direito fazes isso? Quem te deu esta autoridade”? (Mateus 21, 23)

Hoje celebramos uma pessoa que humildemente agüentou a calúnia. Que foi lembrado por muitos, não só por suas palavras, por suas ações e por sua vida como um grande Santo. Que Padre Pio sempre olhe por nós e leve nossos pedidos e clamores a Jesus.

Um imenso abraço fraterno

Fonte: Alexandre Soledade

terça-feira, 23 de setembro de 2014

Divisão por causa de Jesus

Neste evangelho, Jesus mais uma vez nos mostra o seu amor, convidando-nos a conhecer sua missão em meio às alegrias e dificuldades. Jesus veio nos trazer o Espírito Santo, o Espírito de amor, o Consolador, Aquele que nos ensina todas as coisas.

Jesus nos deixa o exemplo: Ele que é o Rei se fez pequeno quando pediu a João Batista para o batizar, batismo esse que nos dá força em meio ao combate espiritual, onde a carne e o espírito conseguem vivenciar dentro de uma fraternidade de amor e paz. Após o batismo, somos chamados a vivenciar os frutos do Ressuscitado para que possamos ter uma vida plena e cheia do Espírito Santo.
Jesus era consciente de que um efeito (ainda que não desejado) do seu trabalho ia ser causa de divisão entre os partidários do imobilismo e os que lutam por um mundo novo. Por isso inflamou a ira dos funcionários do templo e de todos os que se consideravam donos da verdade. O fogo da Palavra de Deus não era para funcionários lúgubres saturados de doutrinas e sedentos de poder.

Mas o fogo de Jesus não é o fogo das paixões políticas. É o fogo do Espírito que tem que ser aprovado na entrega total, no batismo da doação pessoal. É um fogo que prende aí onde se abandonaram os interesses pessoais e se busca um mundo de irmãos.

A paz de Jesus é um fogo purificador que não se confunde com a “Pax Romana”, aquela paz que Roma (e qualquer império) se esforça por proclamar. Esta é só uma tranquilidade institucional que garante a vantagem dos opressores sobre os oprimidos, do império sobre os subalternos, da injustiça sobre o direito.

O fogo purificador de Jesus faz amadurecer os mensageiros, os discípulos, os profetas, os apóstolos. O destino deles, como o do mestre, é sair ao encontro da obscuridade com um clarão que põe às claras tudo o que a ordem atual esconde. O fogo põe as claras também as deficiências pessoais, as ambições subterrâneas, os desejos reprimidos. O fogo que se prova com a entrega total ao serviço do evangelho.

Devemos observar que o Senhor Jesus Cristo não está atacando o relacionamento familiar, mas indica que nenhum laço terreno, embora muito íntimo, poderá diminuir a lealdade a Ele.
Essa lealdade pode até mesmo causar em determinados membros de uma família que eles sejam afastados ou ignorados pelos outros por terem escolhido seguir a Cristo Jesus.
Podemos resumir que o Senhor Jesus Cristo se refere a espada por ser um instrumento cortante e que na qual a sua vinda causará separação em muitas pessoas, não porque Ele quer, mas pela opção de cada um em segui-lo como Senhor e salvador.


Pai, que o batismo de Jesus, por sua morte de cruz, purifique-me de todo pecado e de toda maldade, como um fogo ardente, abrindo o meu coração totalmente para ti.

Fonte: Canção Nova

Minha mãe e meus irmãos

Primeira leitura: Provérbios 21, 1-6.10-13


Salmo responsorial: 118, 1.27.30.34.35.44
Guiai-me, Senhor, no caminho de vossos preceitos!

Evangelho: Lucas 8, 19-21

          Minha mãe e meus irmãos são aqueles que ouvem a Palavra de Deus, e a põem em prática. Estamos ante um texto controverso. A nova família de Jesus é também nossa nova família, por ser a família do Reino de Deus. O evangelho nos apresenta um grande contraste entre o povo de Israel envelhecido, representado pela Mãe de Jesus e pelos irmãos de Jesus; e o novo povo de Israel: “Minha mãe e meus irmãos são os que escutam a Palavra de Deus e a cumprem”.

          Fica claro, a partir da própria palavra de Jesus, que os laços no Reino não dependem da carne nem do sangue, mas da adesão à mensagem da Palavra de Deus e da capacidade do fiel de colocá-la em atos em sua vida. A vida do crente está entre duas propostas bem claras: os que somente querem ver Jesus, tal como o faz a mãe e os irmãos dele; ou os que escutam a palavra de Deus e a cumprem.
Frente a estas duas propostas é necessário tomar uma posição: ser simplesmente observador do tempo novo que é inaugurado por Jesus, ou entrar na nova dinâmica e deixar-se surpreender por Deus, por sua Palavra e por sua proposta. De que lado você se encontra?


Fonte: Claretianos


segunda-feira, 22 de setembro de 2014

O Filho do Homem vai chegar na hora em que menos o esperardes


Evangelho - Lc 12, 39-48

Quem é maduro para Deus senão aquele que assume a própria responsabilidade? Vivemos numa sociedade onde a culpa não existe. E mais: estamos expostos a um rolo de acontecimentos, com seu emaranhado de causas e consequências.
Vale a pena ouvir as palavras que Jesus nos dirige com máxima atenção: “Vós também ficai preparados! Porque o Filho do Homem vai chegar na hora em que menos o esperardes” (Lc 12,40).
Qual é a razão desta advertência de Jesus? É que os homens e as mulheres facilmente se metem num jogo de “empurra-empurra”. Os que erram “são os outros”, os culpados não somos nós, não sou eu. Para mim, tudo o que faço está certo. Portanto, a culpa não existe e, se existe, é dos outros, é dos dirigentes, é do governo, é da hierarquia.
Não esqueça que também é índice de maturidade cristã saber examinar-se e reconhecer a própria parte de responsabilidade. Nós somos responsáveis de muitos males que acontecem no mundo.
Jesus nos dirige a palavra: “Quem é o administrador fiel e prudente que o senhor vai colocar à frente do pessoal de sua casa para dar comida a todos na hora certa?” (Lc 12,42). O Evangelho apresenta o cristão vigilante com a psicologia do administrador, não do patrão. Todos querem ser “patrões” e querem mandar! Se esquecem que só Deus é o Senhor. Foi dito que o mundo iria melhor se tivesse menos arquitetos e mais pedreiros, menos discussões e mais trabalhos. Provavelmente, o mundo e a Igreja precisam menos de patrões e mais de servos.
Concluindo: diremos que estas duas parábolas – a da chegada inesperada do ladrão e a do comportamento do servo que aguarda a chegada do senhor – continuam o tema escatológico da vinda gloriosa do Filho do Homem.
O primeiro grande acontecimento escatológico é a Encarnação. É o nascimento de Jesus. É a presença do Filho do Homem – Jesus, Filho de Deus – na história ao longo dos tempos. A partir de Jesus, o humano se torna o lugar do encontro com Deus.
Os discípulos, na diversidade de seus dons, são chamados ao serviço e à vida construindo o mundo novo possível, onde Deus se faz presente pelo amor. Por isso, esperando continuamente a chegada imprevisível do Senhor que serve, a comunidade cristã deve permanecer atenta, concretizando a busca do Reino através da prontidão no serviço fraterno.
Quero que você saiba que a responsabilidade é ainda maior quando se sabe o que deve ser feito. E você sabe tudo o que deve fazer para ter como herança a vida eterna. Muito lhe será exigido, pois diz Jesus: “A quem muito foi dado, muito será pedido; a quem muito foi confiado, muito mais será exigido!”


Fonte: Padre Bantu Mendonça

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

“Tua Fé Te Salvou. Vá em Paz!”- Evangelho de Lc 7, 36-50


 Dia 18 de Setembro  de 2014


          Deus tem um projeto de vida nova para  todos! É Jesus quem nos apresenta esta projeto, indicando-nos o caminho que devemos percorrer, se quisermos colocar este projeto em prática! Colocar  o projeto de Deus como prioridade em nossa vida, é estar disposto a caminhar na contramão do mundo!
        Sem uma adesão concreta à proposta de vida nova, anunciada por Jesus, ficamos na superficialidade da fé, numa fé sem compromisso e ao invés de nos tornar  caminho de salvação para o outro,  tomamos   uma postura de juiz, condenando o nosso  irmão sem misericórdia, sem  dar a ele uma oportunidade de rever a sua vida de experimentar uma vida nova  em Jesus!
Um verdadeiro seguidor de Jesus, nunca vê o outro como caso perdido, como alguém irrecuperável, pelo contrário, assim como  Jesus, ele não desiste do outro, pois  acredita no seu retorno à Vida.
          É o que Jesus nos mostra no evangelho de hoje, ao acolher com amor, uma mulher de vida errante, que até então, não tivera a oportunidade  de experimentar o aconchego do coração misericordioso de Jesus!
          A narrativa  nos mostra um  belíssimo testemunho de amor e de fé de uma  mulher que vence todas as barreiras do preconceito para chegar até Jesus! Provavelmente, faltou-lhe coragem para olhar Jesus de frente, o que não a impediu de demonstrar o seu amor e a confiança na sua misericórdia! Num gesto de ternura e de  humildade, ela  banha os pés de Jesus com  suas lágrimas, enxuga-os com os seus cabelos, cobri-os de beijos e  ungi-os com perfume!  Tudo nos leva a crer, que neste episodio, nenhuma palavra fora dirigida à Jesus por parte desta mulher, tudo, decorrera no mais profundo silencio, afinal, a cena por si só falava  tudo, falava de amor e de fé,  de um amor e de uma  fé que tocou Jesus, mostrando-nos mais uma  vez a grandiosidade do seu coração! 
          O nome desta mulher,  sequer fora revelado, pois ela  já havia sido rotulada pela sociedade, como uma mulher “pecadora.” Rótulo  que a tornava desonrada aos olhos de todos, menos aos olhos misericordiosos  de Jesus!
         O fariseu, se escandaliza com a audácia desta mulher anônima que invade a sua casa para encontrar-se com  Jesus. Cheio de si  mesmo, ele lança sobre ela  um olhar de condenação,  enquanto que Jesus a olha  com misericórdia!  Jesus  vê o amor transbordar no  coração dela e a liberta da pior de todas as escravidões: a escravidão do pecado: ”teus pecados estão perdoados.”
É com este mesmo olhar de misericórdia, que Jesus olha para cada um de nós! Procuremos fazer como Ele: olhemos o nosso  irmão com um olhar de misericórdia e não com um olhar de condenação!
          A conclusão do fariseu, diante de tal cena, foi de que Jesus não era um profeta, na mente dele, se Jesus  fosse um profeta, Ele não acolheria aquela mulher “pecadora”.  Escandalizado, o fariseu  sequer pronuncia  o nome de Jesus, se refere  a Ele com desdém : “este homem”.
          Este encontro transformador se deu na casa de um fariseu que convidou Jesus para almoçar com ele! Jesus entrou na casa do fariseu como uma luz, mas este,  não se abriu a  esta luz, quem  a acolheu esta luz,  foi uma  mulher marginalizada, que a partir de então, teve a sua vida transformada, passando das trevas para a luz!
           Hoje, Jesus quer entrar na nossa casa, no nosso coração, estamos abertos para acolher esta luz? 
        Deixemos-nos conduzir pela  luz de Cristo, sem nunca esquecer: o mais Santo de todos os Santos será sempre um pecador perdoado. Coloquemos em nossa vida, a mensagem do inesgotável perdão de Deus olhando o outro, com o olhar misericordioso!
         Tenhamos um coração largo para amar e os  braços abertos  para acolher o irmão que deseja voltar ao convívio do Pai!


Fonte: Olivia Coutinho

Tocamos flauta para vós e não dançastes - Evangelho - Lc 7,31-35


Tenho sido indiferente à Palavra de Deus?


Deixar a vida ser conduzida de qualquer jeito, como se tivéssemos apenas uma vida material, é ser indiferente a Deus, é ser indiferente à Sua Palavra.
“Com quem hei de comparar os homens desta geração? Com quem eles se parecem? São como crianças que se sentam nas praças, e se dirigem aos colegas, dizendo: ‘Tocamos flauta para vós e não dançastes; fizemos lamentações e não chorastes!’” (Lc 7,31-32).
A Palavra de Deus nos chama à atenção para a situação da indiferença, para aqueles corações que simplesmente não ligam, para quem tanto faz ou tanto fez; não dão a menor atenção ao que está acontecendo.
Não ligar para alguém que está ao nosso lado sofrendo ou chamando a nossa atenção significa dizer que para nós essa situação não tem a menor diferença, que não nos importamos com isso.
Quando Jesus veio até nós, houve um grupo de pessoas que pararam para ouvi-Lo e deixaram suas vidas serem transformadas por causa da Sua Palavra, mas é óbvio que houve aqueles que se opuseram, colocaram-se contra. Houve também um outro grupo que simplesmente se portou com total indiferença: “Isso não me diz respeito, eu não estou preocupado e não dou atenção a isso”.
No meio de nós há muitas pessoas que conhecem Deus, sabem da Palavra d’Ele, tem até símbolos sagrados na sua casa. De vez em quando, vão à Igreja, mas se portam e se comportam com total indiferença para com Ele, para com a Palavra d’Ele.
Uma vez que estamos preocupados com nossos negócios, estudos e trabalhos, que estamos ocupados em adquirir dinheiro, fortuna ou seja lá o que for, a nossa vida acaba tendo outras ocupações e nós não temos tempo de nos ocupar com Deus nem com a Palavra d’Ele.
Uma coisa é certa, o Senhor não está pedindo a ninguém para deixar as suas ocupações nem as suas responsabilidades com a vida. Mas deixar a vida ser conduzida de qualquer jeito, como se tivéssemos apenas uma vida material, como se ela se resumisse apenas a essa Terra; como se nós não tivéssemos preocupações com as coisas do Alto é ser indiferente a Deus, é ser indiferente à Sua Palavra.
Que, hoje, essa mesma Palavra chegue ao nosso coração e o desperte para que saiamos da indiferença e da frieza, para que nos abramos a ela, a fim de sermos tocados pela Palavra, porque se chegarmos à situação de que nada que o Senhor fala nos toca, é porque estamos no mau caminho.

Deus abençoe você!

Fonte: Canção Nova

terça-feira, 9 de setembro de 2014

A fazenda chamada Esperança

Dependência química

A fazenda chamada Esperança


Unidade da Igreja Católica em São Luís de Montes Belos será inaugurada com solenidade no sábado

Eduardo Pinheiro - de São Luís de Montes Belos 04 de setembro de 2014 (quinta-feira)


Unidade da Fazenda Esperança em São Luís de Montes Belos vai oferecer tratamento a dependentes químicos
Quatro voluntários levantam vigas de metal sob o sol escaldante do mês de setembro. A estrutura abrigará um palco para festividades de inauguração da Fazenda da Esperança, no município de São Luís de Montes Belos, a 127 quilômetros de Goiânia. É a 99ª obra do tipo do mundo. Somente no Brasil, são 70 propriedades rurais ligadas à Igreja Católica dedicadas à recuperação de jovens dependentes químicos.

Além do palco, os últimos detalhes da fazenda são colocados por voluntários. Placas de grama, britas para o calçamento, fossa sanitária e limpeza das acomodações. A partir de sábado, o lugar acolherá 30 jovens que querem se ver longe do mundo das drogas. São sete alqueires que abrigam duas casas, uma com três quartos coletivos, outra com quatro, campo de futebol e capela. Tudo para implantar a metodologia baseada em trabalho, espiritualidade e convivência.

Conforme explica o missionário responsável pela Fazenda da Esperança, de São Luís dos Montes Belos, Alexandre Falcão, o fato de ser localizada na zona rural dá tranqüilidade aos dependentes que buscam auxílio. A sensação de paz, integrada com a convivência dos internos, oferece um contraponto para os dependentes - que normalmente saíram de lares desestruturados e das ruas. Os jovens se dividem nas tarefas de manutenção da fazenda e venda de produtos.

Falcão diz que 80% dos internos que completam todos os passos da metodologia se integram novamente à sociedade sem problemas com drogas. “O ciclo dura um ano, que vai desde a acolhida até o retorno para a família”, diz. O tratamento é todo gratuito, mas cheio de obrigações, tanto para os internos, quanto para as famílias. Doações, trabalhos na própria fazenda, além da produção e venda dos produtos são as formas de pagamento.

Para entrar na fazenda para o tratamento é preciso passar por uma triagem. O primeiro passo é mandar uma carta, escrita de próprio punho pelo jovem que quer se tratar da dependência química. “Não adianta vir obrigado. Só se salva quem realmente quer. Por isso a exigência da carta”, explica Falcão. Depois é necessário passar por uma bateria de exames, com avaliação da saúde física, dentária e psicológica. Por fim, uma entrevista. “No olho a olho, sabemos quem quer vir realmente. Por isso é importante essa última etapa”, diz.

Aqueles que passam pela fase de acolhida aos poucos se integram no ritmo da fazenda. Com o tempo se tornam eles mesmos parte da própria estrutura de tratamento. Viram voluntários que ajudam os outros internos a darem, como eles, os próprios passos. Ao fim dos 12 meses de tratamento podem ser até integrados à estrutura maior que envolve as outras fazendas do Brasil e do exterior. O projeto tem mais de 30 anos e se espalha por mais de 30 países.

Voluntários

Erik Marlon, de 34 anos, é um desses ex-dependentes que passaram a compor a estrutura das fazendas espalhadas pelo País. Usuário de drogas desde os 15 anos, passou pela fazenda de Alagoas, seu Estado natal, duas vezes. Na primeira passagem largou antes do fim do tratamento. Voltou em julho do ano passado, por conta do vício. “O crack me tirou tudo que tinha. Gastei R$ 9 mil de uma rescisão de contrato trabalhista e tive o segundo divórcio”, lamenta.

Na segunda internação Erik seguiu todos os passos, saiu em julho deste ano. “Via na droga uma felicidade que não tinha em casa. Meu pai, major da Polícia Militar, é muito rígido, me agredia e me negou muita coisa”, diz. “Comecei a ver na rua uma saída para a opressão, comecei a me drogar. Perdi a primeira mulher, depois a segunda. Fiquei distante dos filhos. Mais tarde descobri que a felicidade que a rua e a droga dão é ilusória. Agora sou realmente feliz”, completa. Após cumprir todos os passos do tratamento veio de Maceió, a convite da Diocese de São Luís de Montes Belos, para ser um dos 13 voluntários que ajudaram na construção da Fazenda Esperança.

Todos os voluntários que trabalham na obra são ex-dependentes recuperados nas unidades da Fazenda Esperança. Vieram de todo o País com passagens pagas por eles mesmos, além de doações de meio salário mínimo cada para que a 99ª unidade saísse do chão.
Para a inauguração estão confirmados 2 mil pessoas e 35 ônibus de toda a Região Oeste do Estado. A expectativa é que a fazenda se torne referência no tratamento de dependentes e consiga, através de doações da comunidade, ampliar a capacidade, com a construção de mais duas casas. Os idealizadores e fundadores do projeto, frei Hans Stappel e Nelson Giovanelli, vêm a Goiás para a inauguração. Outras 50 unidades parecidas devem ser inauguradas neste ano em todo o País, além de Argentina, Chile e Estados Unidos.

Tratamento

Passos para tratamento na Fazenda Esperança:
■ Carta redigida em próprio punho pelo jovem que quer receber tratamento
■ Exames médicos, odontológicos e psicológicos
■ Entrevista
■ Tratamento de 12 meses contra dependência química


terça-feira, 2 de setembro de 2014

Homilia

Domingo, 31 de agosto de 201422º Domingo do Tempo Comum - Primeira leitura: Jeremias 20,7-9 - A palavra do Senhor tornou-se para mim fonte de vergonha.Salmo responsorial: Salmo 62(63),2.3-4.5-6.8.9 (R. 2b) - A minha’alma tem sede de vós, como a terra sedenta, ó meu Deus!Segunda leitura: Romanos 12,1-2 - Oferecei-vos em sacrificio vivo.Evangelho: Mateus 16,21-27 - Se alguém quer me seguir renuncie-se a si mesmo.A liturgia de hoje centra a atenção sobre as consequências dolorosas do ministério profético e do seguimento de Jesus. Tanto Jeremias como Mateus, chamam a atenção sobre o conflito enfrentado pelo profeta e por Jesus.A experiência do exílio marcou a vida do povo de Israel. Foi um momento muito doloroso que lhe exigiu repensar sua fé no Deus da Aliança. Neste marco histórico se situa o profeta Jeremias.Esta passagem coloca em relevo o clamor do profeta porque Deus o seduziu e se tornou objeto de galhofa de todos e a palavra foi motivo de dor e desprezo. Por isso o profeta quis abandonar a sua missão, porém a Palavra foi mais forte e por ela foi vencido. A maioria dos profetas bíblicos sofreram experiências similares às de Jeremias. São rejeitados por seus próprios irmãos e pelas autoridades correspondentes. Muitos deles sofreram a morte e o desterro. Porém, foi mais forte a fidelidade a Deus e ao seu povo, que sua própria segurança e bem-estar. A Palavra de Deus age no profeta como um fogo abrasador que não o deixa tranquilo e o mantém sempre alerta no cumprimento de sua missão.
No evangelho encontramos um belo esquema catequético “sobre o discipulado como seguimento de Jesus até a cruz”. Jesus manifesta a seus discípulos que o caminho da ressurreição está estreitamente vinculado à experiência dolorosa da cruz. O núcleo principal é o primeiro anúncio da paixão. Porém, os discípulos, simbolizados pela pessoa de Pedro, não compreenderam esta realidade. Eles estão convencidos do messianismo glorioso de Jesus que se manifesta nas expectativas messiânicas do momento. Jesus rejeita enfaticamente esta proposta, pois a vontade do Pai não coincide com a expectativa de Pedro e dos discípulos. Por isso Pedro aparece como instrumento de Satanás que obstaculiza a missão de Jesus.O mestre convida o discípulo a continuar seu caminho seguindo-o porque ainda não alcançou a maturidade do discípulo. Logo, Jesus se dirige a todos os discípulos para assinalar que o caminho do seguimento por parte do discípulo também comporta a cruz. Não há verdadeiro discipulado se não se assume o mesmo caminho do Mestre. O anúncio do evangelho traz consigo perseguição e sofrimento. Tomar a cruz significa participar damorte e ressurreição de Jesus. A perda da vida por causa de Jesus habilita o discípulo a alcança-la em plenitude junto a Deus.No batismo nos consagramos com a missão de sermos sacerdotes, profetas e reis. Portanto, a dimensão profética de nossa fé é intrínseca à consagração batismal. Hoje não podemos prescindir do profetismo no seguimento de Jesus. E sabemos que as consequências do profetismo vinculado estritamente à missão evangelizadora, são a oposição, a perseguição, a rejeição e o martírio. Muitos homens e mulheres, em distintas partes do mundo, apostaram a vida pela fé e pela defesa dos valores evangélicos. Se queremos seguir Jesus em fidelidade temos que enfrentar muitas contradições, caminhar na contramão do que propõe a ordem estabelecida, a cultura dominante e a globalização do mercado – que é a globalização da exclusão.Gostaríamos de viver um cristianismo cômodo, sem sobressaltos e sem conflitos. Porém, Jesus é claro em seu convite: é preciso tomar a cruz, arriscar a vida, perder os privilégios e seguranças que a sociedade nos oferece se queremos ser fieis ao evangelho. Como vivemos em família e na comunidade cristã a dimensão profética de nosso batismo? Estamos dispostos/as a correr os riscos embutidos no seguimento de Jesus? Conhecemos pessoas que viveram a experiência do martírio por causa do evangelho? O que é ser mártir nos dias de hoje?

A segunda leitura da carta de Paulo aos cristãos de Roma utiliza uma linguagem imperativa. Estes versículos servem de união com a parte anterior, mais indicativa. A linguagem é exortativa. Paulo fala, não somente como irmão na fé, mas com a autoridade de apóstolo. Convida os fiéis a fazer de seu corpo uma oferenda permanente a Deus. O verdadeiro culto não se reduz a ritos externos, mas procede de uma vida reta. O corpo, veículo da vida interior, deve ser um canto de louvor e gratidão a Deus. Nisto consiste a conversão para Paulo: em uma vida totalmente transformada pelo Espírito de Deus, que se reflete na mudança de mentalidade, de valores e de horizontes. Somente assim é possível adquirir critérios de discernimento para buscar, encontrar e realizar a vontade de Deus.Oração: Ó Deus, amor eterno, gerador de todos os seres e os envolves em tua ternura materna. Faze que tenhamos em nós uma atitude de confiança radical na bondade da vida e da existência, para que sejamos também criadores de vida por amor. Tu que vives, reinas, amas e chamas ao amor, pelos séculos dos séculos. Amém.

2ª Noite de Massas

Vai ser massa, venha participar conosco.



quarta-feira, 6 de agosto de 2014

LectioDivina/PalavradeVida/Frágua: Escutai o que Ele diz. Mt 17, 1-9


Escutai o que Ele diz. Mt 17, 1-9 - Quem vive a Palavra vê a própria vida transfigurar. Temos sempre a possibilidade de ver a transfiguração que Deus faz na vida de muitos. Por causa da Palavra podemos também transformar todo o nosso comportamento. A Palavra colocada em prática pode fazer isso. Como? Comecemos amando em pequenas coisas. E em cada ato podemos repetir: “Por ti Jesus!”

Fiesta de la Transfiguración del Señor, Tú “has visto” la “grandeza” del Señor. Tú has “oído la voz” del Señor. Tu anuncio no se basa en teorías, sino que eres “testigo”, porque “estás con Jesús” en la “montaña” de la oración. Sabes que a la gente le “hace bien prestar atención” a la Palabra que proclamas, que es “lámpara que brilla en la oscuridad”. Tú has sido enviado a “hacer nacer esta luz en los corazones” de la gente.

Oração pelas Vocações: Jesus, Mestre divino, que chamastes os Apóstolos a vos seguirem, continuai a passar pelos nossos caminhos pelas nossas famílias, pelas nossas escolas, e continuai a repetir o convite a muitos de nossos jovens. Dai coragem às pessoas enviadas. Dai força para que vos sejam fiéis como apóstolos leigos, como sacerdotes, como religiosos e religiosas para o bem do Povo de Deus e de toda a humanidade. Amém.


#Bom dia amados!!

Fonte: Severino Cicero Cicero

Jesus nos aponta a luz, a direção e o caminho do céu


A transfiguração de Jesus nos aponta a luz, a direção e o caminho do céu. Permitamos que essa luz do alto resplandeça em nossa vida e nos dê ânimo, fé e coragem!

“E foi transfigurado diante deles; o seu rosto brilhou como o sol e as suas roupas ficaram brancas como a luz” (Mateus 17, 2).
A Igreja nos dá a graça de celebrarmos hoje a Festa da Transfiguração de Jesus, que, de tão importante por ter um sentido tão profundo para a nossa fé, merece uma celebração à parte na liturgia. Mesmo que nós meditemos este mesmo Evangelho em outros domingos, em outro dia, vale a pena meditar e celebrar o dia em que Jesus, bem antes de Sua morte, subiu à montanha sagrada e diante dos apóstolos Pedro, Tiago e João transfigurou-se, isto é, mudou a figura diante de Seus discípulos, o Seu rosto brilhou como o sol e Suas vestes brancas ficaram como uma luz única.

O que tudo isso tem a nos ensinar? Primeiro que Jesus nos dá a garantia e nos mostra aquilo que seremos, aquilo que a vida eterna vai transformar: o corpo do homem e da mulher será novo e ressuscitado em Cristo Jesus. E que receberemos uma nova veste, uma veste branca, única, transfigurada pelo amor divino. E segundo que a veste do homem novo e da mulher nova não terá mais a mancha do pecado, do mal e nossa vida brilhará como a luz, como o sol. O brilho do Cristo Ressuscitado há de também resplandecer em nós!

Nós hoje celebramos a festa da luz, da luz que vem do céu, da luz que brota do Cristo vivo e ressuscitado, que ilumina a nossa vida. É importante dizer isso, porque, muitas vezes, no fundo da nossa alma, caminhamos na penumbra, na incerteza, no medo e na insegurança por não sabermos o que será da nossa vida depois. O pânico que a morte causa na vida de muitas pessoas! “O que vai ser de mim? Vou morrer um dia!”.

Ah, quando não nos alimentamos da eternidade, quando não recebemos a Eucaristia, que faz transfigurar e transparecer a vida nova do Cristo em nós, a nossa vida fica muito humana e terrena e perdemos a direção do céu. Ao transfigurar-se diante desses apóstolos Jesus lhes antecipa como será a ressurreição futura.

A transfiguração de Jesus, hoje, é para nos apontar a luz, a direção e o caminho do céu, e para que não percamos essa luz chamada Cristo Jesus. Permitamos que a luz, que vem do alto, resplandeça em nossa vida e nos dê ânimo, fé, coragem e a certeza de que, um dia, também estaremos gloriosos com Ele no céu!

Deus abençoe você!



Fonte: Padre Roger Araújo

domingo, 3 de agosto de 2014

MULTIPLICAÇÃO DO PÃES

Evangelho - Mt 14,13-21


Cinco pães e dois peixes alimentaram cinco mil homens sem contar mulheres e crianças, e sobraram doze cestos. E ainda tem gente que duvida da divindade do Filho de Deus!
Jesus é aquele que nos alimenta em plenitude. O corpo e a alma. Sua caridade é completa. Primeiro Ele curou os doentes, livrando-os do mal do corpo. Depois os alimentou com a sua palavra de vida eterna, sustento para a alma e para a fé. Finalmente Jesus os alimentou com pão e peixe, nutrindo-os para   levar seus ensinamentos para outros irmãos.
Quanto alimento que sobra das nossas mesas!  Quantos irmãos que sofrem pela falta de comida!  Como podemos sorrir felizes ou fingindo estar felizes, num almoço farto com familiares, enquanto lá fora nas calçadas, e nas favelas, muitos rostos tristes de adultos idosos e crianças, olham o vazio, sem solução para a sua fome e seu desconforto!  Os bolsões de pobreza são explorados pelos políticos na campanha eleitoral, quando eles prometem em troca do voto, a solução para a pobreza. Quando eles ganham a eleição às custas dos votos daqueles miseráveis, não volta mais na favela e nem apresentam nenhum projeto para pelo menos aliviar o sofrimento daqueles marginalizados.
É por isso que a miséria nunca terá fim. Pois ela é útil para os poderosos.  Pois se trata da exploração do homem pelo homem. O rico não vive sem o pobre. Ele precisa do pobre. O poder público não providencia a partilha para os famintos, muito menos projetam um sistema de controle de natalidade adequado. Desse modo, é fácil imaginar o futuro o qual já está instalado no meio de nós. Muita gente para comer, vestir, abrigar-se, e poucos recursos disponíveis para todos eles. Pois esses recursos estão concentrados nas mãos de uma minoria.
É por isso que em parte somos culpados por tantos assaltos, por tanta violência! A qual é causada pela nossa falta de caridade, de partilha, de amor ao próximo na prática. Não se trata aqui de alimentar preguiçosos, apesar de que a preguiça é uma insuficiência de alguns. Trata-se de dar a vara para eles pescar o seu próprio alimento, dando aos jovens ensino técnico em vez de não lhes ensinar nada de útil para as suas vidas como está acontecendo nas escolas públicas.  Trata-se de valorizar os professores com salários justos e todo apoio para que eles possam exercer um ensino de verdade, uma educação para a vida e não para a morte. Pois toda mudança social deve começar pela educação, e não pela repressão.
Caríssimos. Omelhor investimento! Melhor que investir nos melhores bancos, é matar a fome dos famintos, é também ajudar a sua igreja na hora da coleta.  Porque fazendo isso, você está devolvendo a Deus um pouquinho do muito que Ele lhe deu. E tenha certeza de que você não ficará sem recompensa.  Já não acontece o mesmo para aqueles que embora tendo muito, não se importam com a dor da fome dos excluídos, aos quais eles chamam de vagabundos! Já não acontece o mesmo também para aqueles que fingem estar lendo o folheto da missa na hora que passa por eles a coleta.
Vivemos num mundo em que tudo é pago. Só ainda não estamos pagando para respirar.Tudo gira em torno do dinheiro. Quem é caridoso tem de enfrentar a oposição dos demais, começando pela nossa própria família. E mais. Infelizmente quem faz caridade é acusado de deixar os necessitados mais acomodados e propensos a não fazerem mais nenhum esforço pela sua sobrevivência.
Os arrogantes não partilham, não dão esmolas, economizam, juntam, investem, com medo do dia de amanhã, pois eles não depositam sua confiança em Deus.  Já a maioria dos pobres são caridosos pois eles sabem o que é viver a triste realidade da miséria.
Por outro lado, a liturgia deste domingo nos leva a refletir sobre a Eucaristia, Jesus o Pão da vida que se deu pelo alimento da nossa alma, da nossa fé. Na multiplicação dos pães Jesus demonstrou o seu poder divino assim como também manifestou na prática o seu imenso amor por aquelas pessoas que o seguiam por causa das curas e por causa da sua palavra que os encantava.
Hoje o corpo de Cristo, o pão vivo que desceu do Céu, continua a ser distribuído para milhões de fiéis no mundo inteiro, que procuram saciar a sua fome e a sua sede de Deus, através da Igreja. Não adiantam  as investidas de satanás para atrapalhar, ou mesmo tirar Deus da nossa mente e da sua Igreja. Porque as portas dos infernos não se prevalecerão contra ela.
Na Eucaristia está concentrado o tesouro espiritual da nossa Igreja, pois ela é o centro de toda a vida cristã. É o próprio Jesus, O Filho de Deus que se fez alimento para nos fortalecer contra toda causa de pecado. É Deus vivo que quis estar presente no nosso meio, em nossa alma, através do seu Filho sacramentado.  Na Eucaristia Deus não apenas nos oferece alguma coisa maravilhosa, mas Ele se dá a si mesmo, seu corpo e seu sangue. E assim, em cada Eucaristia, a comunidade cristã nasce de novo com forças novas e com a fé alimentada, pronta para enfrentar todas as adversidades desse mundo sem Deus.
Mas infelizmente, são muitos os que ainda colocam sua segurança no dinheiro e nos bens materiais, em vez de buscar a fonte de água pura.  São muitos os que dão pouca importância a palavra de Deus, que disse: “Quando deres uma esmola a um mendigo, foi a mim que destes”, e continuam ignorando o irmão necessitado. São muitos que iludidos com o conforto e tudo o que o dinheiro pode comprar, vivem afastados de Deus e do irmão carente, buscando sempre a aproximação com aqueles que são do seu nível social e econômico.
Meu irmão, minha irmã. Não seja um desses!  Procure multiplicar a sua caridade, a sua fé, a sua esperança nas promessas de Cristo. Multiplique também a oração, a negação de si mesmo, e acima de tudo, faça alguma coisa para multiplicar o número de catequistas no mundo. Seja ministros ordenados, ou seja, leigos integrados no Plano de Deus.


Fonte: José Salviano.


sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Não é ele o filho do carpinteiro? Então, de onde lhe vem tudo isso?



Não é ele o filho do carpinteiro? Então, de onde lhe vem tudo isso?

Este Evangelho narra que Jesus não foi bem recebido na sua terra, Nazaré. E isso por um motivo totalmente inválido: ele era de lá, pertencia a uma família simples (pai carpinteiro) e não cursou faculdade.

Mas o motivo verdadeiro é porque ele pisava no calo; falava coisas que as pessoas não queriam ouvir, porque tocava na ferida delas, isto é, chegava ao seu pecado, que elas não queriam abandonar.
O profeta fala a palavra certa, na hora certa, do jeito certo e para a pessoa certa, sem estar preocupado em agradar os ouvintes. Isso é difícil de engolir, a não ser que a pessoa queira realmente se converter.

E o nosso pecado nos leva a transferir para os outros, problemas que são nossos. Em vez de aceitar seu erro, criticavam a Jesus. Quando nos simpatizamos com uma pessoa, aprovamos tudo o que ela fala ou faz. Mas uma pessoa que nos é antipática fala ou faz a mesma coisa, nós reprovamos. Como que os nossos julgamentos são subjetivos!

Tudo é motivo para condenar um profeta, até este: eu conheço a sua família e sei que ele não estudou. E a perseguição ao profeta é, às vezes, covarde. Criticamos porque ele ou ela tem o cabelo comprido ou curto, porque usa essa ou aquela roupa, porque reza ou porque não reza, porque é alegre ou porque é sério etc.

“E Jesus não fez ali muitos milagres, porque eles não tinham fé.” A fé é condição necessária para se receber uma graça de Deus. E o motivo principal da recusa a um profeta é a nossa falta de fé.

Os profetas, isto é, os líderes cristãos que são nossos vizinhos, e cujas famílias nós conhecemos, por si são melhores do que os desconhecidos, porque eles ou elas nos conhecem e podem dar o remédio certo, pois conhecem as nossas falhas. Também porque, sendo da nossa cidade ou bairro, fica mais fácil a continuidade do trabalho evangelizador.

Os fariseus colocavam sua segurança na Lei. Os saduceus colocavam sua segurança no dinheiro; eram todos latifundiários. E os sacerdotes colocavam a sua segurança no culto. Assim, nenhum deles precisava de Deus! Eram pessoas cheias de si mesmo e que se julgavam donas do próprio destino. 
O certo é nos esvaziarmos de tudo. “Esse povo me procura só de palavra, honra-me apenas com a boca, enquanto o coração está longe de mim. Seu temor para comigo é feito de obrigações tradicionais e rotineiras” (Is 29,13). “Este povo me honra com os lábios, mas o seu coração está longe de mim” (Mt 15,8). “Na sua boca, tu (Senhor) estás presente, mas longe do coração” (Jr 12,2).

Deus nos fala de muitas maneiras: pelos profetas, pela Sagrada Escritura, por outros livros ou programas bons... Que estejamos abertos.

Hoje nós celebramos a festa de Santo Inácio de Loyola, o fundador da Ordem dos Jesuítas. Ele era espanhol e viveu no Séc. XVI. Toda a vida de Inácio foi maravilhosa. Mas nos chamam a atenção dois fatos:
Como jovem ele levava uma vida devassa, envolvido com bebidas, mulheres, jogo, boemia... Como era soldado, um dia foi gravemente ferido. Na hora da cirurgia, para mostrar a sua bravura, dispensou a anestesia. Após a cirurgia, teve de ficar muitos dias internado. Ele pedia romances de cavalaria para ler. Mas, ao invés disso, as Irmãs do hospital lhe davam vidas de santos. Inácio lia aqueles gestos heróicos dos santos e pensava: se eles puderam, por que não eu? As Irmãs deram para ele ler um livro intitulado: A lenda dourada, que narrava a vida de Jesus Cristo. Foi esse livro que mudou a vida de Inácio. Ao lê-lo, ele começou a comparar a sua vida fútil e vazia, com o grande ideal de Cristo, a serviço de Reino de Deus. Assim, aos poucos, ele foi redescobrindo aquele Jesus que conhecera quando criança, no catecismo da primeira comunhão. Tomou a firme resolução de trocar de carreira: em vez de defender reinos humanos, tornar-se soldado de Cristo, lutando pelo Reino de Deus. Logo que recebeu alta, foi ao santuário de Nossa Senhora do Monte Serrat e depositou sua espada aos pés da Virgem Maria. Depois, retirou-se para o meio do mato, num lugar solitário, e ali se entregou totalmente à oração, à leitura da Bíblia e à prática de penitências.

Outro fato que nos chama a atenção aconteceu quando ele estava no meio do mato, fazendo penitências. Um dia, enquanto caminhava, encontrou-se com um mendigo. Propôs ao mendigo uma troca das roupas. O pobre aceitou, claro. Na hora, os dois trocaram as roupas. E lá se foi Inácio vestido com as roupas do mendigo, e o mendigo com as de Inácio. Isso mostra bem o temperamento de Inácio. Ele era prático, não suportava ter boas idéias apenas na cabeça, mas queria executá-las logo. Que bom se nós ouvíssemos os profetas com esse tipo de postura!

Maria Santíssima é a Rainha dos profetas. Ela testemunhou corajosamente a verdade, com atitudes e com palavras, por exemplo, no hino Magnificat. E o principal: ela nos deu o maior profeta de todos os tempos: Jesus Cristo. Rainha dos profetas, e Santo Inácio, rogai por nós.

Não é ele o filho do carpinteiro? Então, de onde lhe vem tudo isso?

Fonte:  Padre Antonio Queiroz

quinta-feira, 31 de julho de 2014



LectioDivina/PalavradeVida/Frágua: Ser como o barro nas mãos do oleiro.  (Jr 18, 1-6).
 
 A parábola da seleção dos peixes. (Mt 13,47-53). Jesus é quem revela o mistério de Deus. Deixamos de experimentar a felicidade porque não permitirmos que Deus possa refazer a nossa vida. Não são os defeitos que valem, mas a capacidade que temos de nos deixar moldar pelo Amor. Quem é duro se quebra. Deus pode agir quando somos flexíveis ao perdão, ao recomeço, ao reconhecimento de nossos erros, em nossos arrependimentos... Ele nos faz novos.



Fonte; Pe Cicero - cmf.

DEUS LANÇA A SUA REDE NAS PROFUNDEZAS DO MAR HUMANO! - Olívia Coutinho


Evangelho de  Mt 13,47-53
 
Deus não desiste de sua criação! Para Ele, não existe caminho sem volta e nem ponto final para uma história de amor!

O evangelho que a liturgia de  hoje nos apresenta, convida-nos a meditar sobre a  incomparável tolerância de Deus para com  as fraquezas  humanas!

 O texto nos apresenta a parábola da rede lançada no mar, uma comparação, semelhante à parábola do joio e do trigo.
É Deus quem lança a sua rede no mar humano, não, uma rede qualquer, e sim, uma rede ampla que pesca todo tipo de peixe! Essa experiência, todo pescador conhece: ao lançar a rede no mar, ele sabe que não terá como evitar que os peixes não bons, também entrem na rede, já que é impossível controlar o que acontece nas profundezas do mar! Só depois que o pescador  puxa a rede para fora do mar, é  que ele  poderá fazer a seleção dos peixes!   Assim também é Deus, Ele  não controla as profundezas do “mar” humano, Deus respeita a liberdade de cada um, só fazendo a seleção entre maus e bons, no dia do juízo final.

Ao permitir que bons e maus permaneçam juntos por um bom tempo, Deus dá a todos a oportunidade de se converterem, aumentando a responsabilidade dos bons, que têm como dever, se tornar ponte de salvação para o outro!
Estamos todos nesta rede lançada por Deus, portanto, não  nos compete julgar o outro, e nem  acharmos que já estamos salvos, é Jesus quem fará o julgamento.

Deus quer salvar a todos, por isto Ele quer contar com a nossa disposição em  sermos pescadores uns dos outros, sem esquecermos de  que, ora somos peixes,  ora somos  pescadores! E como pescadores, somos  também os peixes trazidos pela rede que Deus lança no mar humano, e que entraremos também na seleção que acontecerá no final dos tempos.
No final do evangelho, Jesus acrescentou: “Assim, pois, todo mestre da lei que se torna discípulo do reino dos céus é como um pai de família que tira do seu tesouro  coisas novas e velhas”. Com isso, Jesus quer nos dizer que a construção do Reino dos céus, se faz através de uma  mescla de coisas novas e velhas, portanto, não se deve apregoar a mudança de tudo, ou seja, as coisas  que se aprende no antigo testamento tem um grande  valor.

Jesus não veio mudar as leis antigas, Ele veio aprimorá-las, revesti-la de uma nova interpretação. Na  verdade, todos os ensinamentos de Jesus, que é um convite  a uma vida nova, são  baseados no antigo testamento. O conhecimento de um  mestre da lei, acrescentado a uma nova mentalidade fundamentada nas palavras de  Jesus, dá  ao discípulo, um equilíbrio na missão.

Jesus veio nos mostrar a face humana do Pai, fazer-nos conhecer o nosso Deus de amor, o Deus da vida, o Deus que se fez homem, para caminhar conosco, que quis experimentar as nossas dores e  as nossas alegrias
A porta de entrada do reino dos céus  é Jesus, Jesus é o caminho que nos conduz ao Pai, portanto, a nossa  salvação passa por Ele.
Pensemos nisso!


Fonte: Olívia Coutinho

quarta-feira, 30 de julho de 2014

“ENCONTRAR O TESOURO ESCONDIDO, É ENCONTRAR JESUS!”

Evangelho Mt 13,44-46

Vivemos numa incessante busca, numa  busca de algo que nos satisfaça, que responda todos os  nossos anseios! Ouvimos falar de um reino, de um reino de justiça, de amor e de paz e sentimos atraídos por ele, afinal,  já estamos cansados dos reinos deste mundo que não correspondem aos nossos anseios!
É Jesus quem nos traz a proposta  deste  Reino de amor e de paz, gostamos de ouvir as suas palavras, mas às vezes, por  analisá-las dentro da ótica humano, preferimos ficar  às margens, falta-nos coragem para  adentrarmos por inteiros  neste mistério de amor, cuja a adesão  requer comprometimento!
No evangelho de hoje, Jesus nos alerta  sobre a importância de priorizarmos os bens eternos!
A vida nova que Deus nos oferece em Jesus, não pode ser sacrificada por nenhum outro valor, pois é nesta vida nova, que se encontra o grande tesouro que é Jesus!
A porta de entrada para esta vida nova, que Jesus chama de reino dos céus, é Ele próprio! Jesus é a porta aberta do reino dos céus, Ele é  o caminho que nos conduz à  felicidade plena, o  tesouro escondido que deseja ser encontrado por todos!
Além do tesouro escondido, Jesus ainda compara o reino dos céus  com um comprador  que procura pérolas preciosas! Chamando a nossa atenção para  a importância de buscarmos o bem maior que carregamos dentro de nós, e que  às vezes, não nos damos conta desta preciosidade que carregamos conosco!
A  pérola preciosa que tanto procuramos é o  presente de Deus, que carregamos embrulhado  dentro de nós! Desembrulhar este presente é visualizar o rosto de Jesus no semblante do irmão.
Quem encontra esta pérola preciosa que é Jesus, se realiza, pois não há outro bem maior!
 Tanto na parábola do Tesouro escondido,  quanto  na  parábola do comprador de pérolas, podemos perceber, que só encontra o reino dos céus, quem o procura  dentro de si mesmo!
O Reino dos Céus, é uma oferta do amor do Pai a toda humanidade! Fazer parte deste Reino, é fazer parte da família de Deus,  é usufruir dos bens celestes  já aqui na terra,  é  estar no mundo sem pertencer ao  mundo!
 Encontrar o Reino dos Céus,  não significa encontrar um oásis repousante, pelo contrário, é  encontrar uma paz inquietante, uma paz que  desinstala, que nos tira do comodismo e nos coloca à  serviço do outro.
Encontrar o Reino de Deus é nascer de Novo, é morrer para o pecado, é  enxergar o outro  com os olhos de Jesus!
Quem encontrou o Reino dos céus, encontrou um Tesouro, encontrou Jesus,  e não o troca por nada deste mundo!
Jesus é o tesouro  que  devemos partilhar com o outro, a pérola preciosa  que não pode ficar escondida dentre de nós!

Fonte: Olívia Coutinho

terça-feira, 29 de julho de 2014

“EU SOU A RESSURREIÇÃO E A VIDA”

Evangelho - Jo 11, 19-27


Tudo muda em nós, quando deixamos nos conduzir  por Jesus!  As nossas tristezas se transformam em alegria, a desesperança em  esperança e o desanimo em motivação!
O evangelho que a liturgia de hoje nos apresenta, nos coloca em  Betânia, numa visita à  Marta e Maria que acabara de sepultar o seu irmão Lázaro.
Jesus não se encontrava em Betânia, quando recebeu a notícia de que Lázaro, seu amigo, se encontrava à beira da morte. E ainda assim,  Ele   não se apressou em  ir até ele, só chegando na casa de Marta e Maria, alguns dias depois da morte de  Lázaro.
 Marta, ao saber que Jesus estava chegando em sua casa, correu ao seu encontro, na certeza de que receberia do amigo, um balsamo no alivio de sua dor! Num desabafo profundo, Marta  deixa as palavras fluírem do seu coração: “Senhor se estivesses aqui o meu irmão não teria morrido.”  Mal sabia Marta que Jesus  já estava ciente de tudo que acontecera, e que Ele só deixou que aquela morte acontecesse, para que através dela,  muitas vidas fossem recuperadas, ou seja,  ao  ressuscitar Lázaro, muitos passariam   a crer Nele e a seguir os seus ensinamentos!
Enquanto  Marta busca forças em Jesus,  Maria permanece dentro de casa, fechada em seu sofrimento, só indo ao encontro de Jesus,  quando Ele mandou chamá-la.
Certamente, todos nós, já passamos por alguma experiência semelhante a de Marta e Maria. Sabemos que não é fácil separar de quem amamos. Quando perdemos um ente querido, parece que o mundo desaba sobre nós, ficamos sem chão, sem rumo, às vezes até vacilamos na fé, questionando Deus. O que não aconteceu com as irmãs de Lázaro,  em momento algum, elas questionaram a  sua morte.   Apesar da dor, mantiveram-se   firmes na fé, reconhecendo Jesus como Deus e Senhor: “Sim, Senhor, eu creio firmemente que tu és o Messias, o Filho de Deus, que devia vir ao mundo.”  Esta profissão de fé feita  por Marta, chama a nossa atenção sobre  a importância de nos mantermos firmes na fé,  diante a dor da perda de  um ente querido.
Quando tudo nos parece perdido, Jesus vem ao nosso encontro, como foi ao encontra de  Marta e Maria. Ele não  trás de volta a vida terrena dos nossos entes queridos, como trouxe  de volta a vida de Lázaro,  mas mergulha conosco no oceano  mais profundo da nossa dor, para depois  nos reerguer e nos recolocar de pé.
“ Eu sou a Ressurreição e a vida” Esta afirmação de Jesus, firma em nós,  a mais bela certeza: estar com Jesus é  ressuscitar  com Ele! Ressuscitar com Jesus, é nos libertar do sofrimento que nos aprisiona nos  túmulos escuros  de nossa vida, túmulos, que nos impede  de enxergarmos  a luz de um novo dia!
A ressurreição de Jesus, retira as vendas dos nossos olhos, nos faz  enxergar  as maravilhas que antes não víamos,  por estarmos focados nos nossos  sofrimentos.
É no encontro com O Cristo Ressuscitado, que nós também  ressuscitamos, saindo   do sofrimento, para vivermos as alegrias do recomeço!

Fonte: Olívia Coutinho


Decálogo da felicidade Papa Francisco

Numa entrevista à Viva, a revista dominical do diário argentino “Clarín”, o Papa Francisco deu dez dicas para ser feliz. O decálogo da felicidade do Papa já faz furor na Internet. Aqui estão as dicas, explicadas pelo próprio Francisco.

1 – Vive e deixa viver

"Aqui os romanos têm um ditado e podemos levá-lo em linha de conta para explicar a fórmula que diz: 'Vá em frente e deixe as pessoas ir junto'." Vive e deixar viver é o primeiro passo de paz e felicidade.

2 – Dar-se aos outros

"Se alguém estagna, corre o risco de ser egoísta. E água estagnada é a primeira que ser corrompida."

3 – Move-te "remansadamente"

"No [romance] 'Don Segundo Sombra' há uma coisa muito linda, de alguém que relê a sua vida. Diz que em jovem era uma corrente rochosa que levava tudo à frente; em adulto era um rio que andava para a frente e que na velhice se sentia em movimento, mas remansado. Eu utilizaria esta imagem do poeta e romancista Ricardo Guiraldes, este último adjectivo, remansado. A capacidade de se mover com benevolência e humildade, o remanso da vida. Os anciãos têm essa sabedoria, são a memória de um povo. E um povo que não se importa com os mais velhos não tem futuro."

4 – Brincar com as crianças

“O consumismo levou-nos a essa ansiedade de perder a sã cultura do ócio, desfrutar a leitura, a arte e os jogos com as crianças. Agora confesso pouco, mas em Buenos Aires confessava muito e quando via uma mãe jovem perguntava: Quantos filhos tens? Brincas com os teus filhos? E era uma pergunta que não se esperava, mas eu dizia que brincar com as crianças é a chave, é uma cultura sã. É difícil, os pais vão trabalhar e voltam às vezes quando os filhos já dormem. É difícil, mas há que fazê-lo"..

5 – Partilhar os domingos com a família

"No outro dia, em Campobasso, fui a uma reunião entre o mundo universitário e mundo trabalhador, todos reclamavam que o domingo não era para laborar. O domingo é para a família".

6 – Ajudar os jovens a conseguir um emprego digno

"Temos de ser criativos com esta franja. Se faltam oportunidades, caem na droga. E é muito elevado o índice de suicídios entre os jovens sem trabalho. No outro dia li, mas não me fio porque não é um dado científico, que havia 75 milhões de jovens dos 25 anos abaixo desocupados. Não chega dar-lhes comer, há que inventar cursos de um ano de canalizador, electricista, costureiro. A dignidade de levar o pão para casa".

7 – Cuidar da Natureza

"Há que cuidar da criação e não o estamos a fazer. É um dos desafios maiores que temos.”

8 – Esquecer-se rapidamente do negativo

“A necessidade de falar mal de alguém indica uma baixa auto-estima. É como dizer ‘sinto-me tão em baixo que em vez de subir baixo o outro’. Esquecer-se rapidamente do negativo é muito mais saudável”.

9 – Respeitar quem pensa de maneira diferente

"“Podemos inquietar o outro com o testemunho para que ambos progridam com essa comunicação, mas a pior coisa que se pode fazer é o proselitismo religioso, que paralisa: ‘Eu dialogo contigo para te convencer'. Não. Cada um dialoga sobre a sua identidade. A Igreja cresce por atracção, não por proselitismo".

10 – Procurar activamente a paz

"Estamos a viver uma época de muita guerra. Em África parecem guerras tribais, mas são algo mais. A guerra destrói. E o clamor pela paz é preciso ser gritado. A paz, às vezes, dá a ideia de quietude, mas nunca é quietude, é sempre uma paz activa".