quinta-feira, 31 de julho de 2014



LectioDivina/PalavradeVida/Frágua: Ser como o barro nas mãos do oleiro.  (Jr 18, 1-6).
 
 A parábola da seleção dos peixes. (Mt 13,47-53). Jesus é quem revela o mistério de Deus. Deixamos de experimentar a felicidade porque não permitirmos que Deus possa refazer a nossa vida. Não são os defeitos que valem, mas a capacidade que temos de nos deixar moldar pelo Amor. Quem é duro se quebra. Deus pode agir quando somos flexíveis ao perdão, ao recomeço, ao reconhecimento de nossos erros, em nossos arrependimentos... Ele nos faz novos.



Fonte; Pe Cicero - cmf.

DEUS LANÇA A SUA REDE NAS PROFUNDEZAS DO MAR HUMANO! - Olívia Coutinho


Evangelho de  Mt 13,47-53
 
Deus não desiste de sua criação! Para Ele, não existe caminho sem volta e nem ponto final para uma história de amor!

O evangelho que a liturgia de  hoje nos apresenta, convida-nos a meditar sobre a  incomparável tolerância de Deus para com  as fraquezas  humanas!

 O texto nos apresenta a parábola da rede lançada no mar, uma comparação, semelhante à parábola do joio e do trigo.
É Deus quem lança a sua rede no mar humano, não, uma rede qualquer, e sim, uma rede ampla que pesca todo tipo de peixe! Essa experiência, todo pescador conhece: ao lançar a rede no mar, ele sabe que não terá como evitar que os peixes não bons, também entrem na rede, já que é impossível controlar o que acontece nas profundezas do mar! Só depois que o pescador  puxa a rede para fora do mar, é  que ele  poderá fazer a seleção dos peixes!   Assim também é Deus, Ele  não controla as profundezas do “mar” humano, Deus respeita a liberdade de cada um, só fazendo a seleção entre maus e bons, no dia do juízo final.

Ao permitir que bons e maus permaneçam juntos por um bom tempo, Deus dá a todos a oportunidade de se converterem, aumentando a responsabilidade dos bons, que têm como dever, se tornar ponte de salvação para o outro!
Estamos todos nesta rede lançada por Deus, portanto, não  nos compete julgar o outro, e nem  acharmos que já estamos salvos, é Jesus quem fará o julgamento.

Deus quer salvar a todos, por isto Ele quer contar com a nossa disposição em  sermos pescadores uns dos outros, sem esquecermos de  que, ora somos peixes,  ora somos  pescadores! E como pescadores, somos  também os peixes trazidos pela rede que Deus lança no mar humano, e que entraremos também na seleção que acontecerá no final dos tempos.
No final do evangelho, Jesus acrescentou: “Assim, pois, todo mestre da lei que se torna discípulo do reino dos céus é como um pai de família que tira do seu tesouro  coisas novas e velhas”. Com isso, Jesus quer nos dizer que a construção do Reino dos céus, se faz através de uma  mescla de coisas novas e velhas, portanto, não se deve apregoar a mudança de tudo, ou seja, as coisas  que se aprende no antigo testamento tem um grande  valor.

Jesus não veio mudar as leis antigas, Ele veio aprimorá-las, revesti-la de uma nova interpretação. Na  verdade, todos os ensinamentos de Jesus, que é um convite  a uma vida nova, são  baseados no antigo testamento. O conhecimento de um  mestre da lei, acrescentado a uma nova mentalidade fundamentada nas palavras de  Jesus, dá  ao discípulo, um equilíbrio na missão.

Jesus veio nos mostrar a face humana do Pai, fazer-nos conhecer o nosso Deus de amor, o Deus da vida, o Deus que se fez homem, para caminhar conosco, que quis experimentar as nossas dores e  as nossas alegrias
A porta de entrada do reino dos céus  é Jesus, Jesus é o caminho que nos conduz ao Pai, portanto, a nossa  salvação passa por Ele.
Pensemos nisso!


Fonte: Olívia Coutinho

quarta-feira, 30 de julho de 2014

“ENCONTRAR O TESOURO ESCONDIDO, É ENCONTRAR JESUS!”

Evangelho Mt 13,44-46

Vivemos numa incessante busca, numa  busca de algo que nos satisfaça, que responda todos os  nossos anseios! Ouvimos falar de um reino, de um reino de justiça, de amor e de paz e sentimos atraídos por ele, afinal,  já estamos cansados dos reinos deste mundo que não correspondem aos nossos anseios!
É Jesus quem nos traz a proposta  deste  Reino de amor e de paz, gostamos de ouvir as suas palavras, mas às vezes, por  analisá-las dentro da ótica humano, preferimos ficar  às margens, falta-nos coragem para  adentrarmos por inteiros  neste mistério de amor, cuja a adesão  requer comprometimento!
No evangelho de hoje, Jesus nos alerta  sobre a importância de priorizarmos os bens eternos!
A vida nova que Deus nos oferece em Jesus, não pode ser sacrificada por nenhum outro valor, pois é nesta vida nova, que se encontra o grande tesouro que é Jesus!
A porta de entrada para esta vida nova, que Jesus chama de reino dos céus, é Ele próprio! Jesus é a porta aberta do reino dos céus, Ele é  o caminho que nos conduz à  felicidade plena, o  tesouro escondido que deseja ser encontrado por todos!
Além do tesouro escondido, Jesus ainda compara o reino dos céus  com um comprador  que procura pérolas preciosas! Chamando a nossa atenção para  a importância de buscarmos o bem maior que carregamos dentro de nós, e que  às vezes, não nos damos conta desta preciosidade que carregamos conosco!
A  pérola preciosa que tanto procuramos é o  presente de Deus, que carregamos embrulhado  dentro de nós! Desembrulhar este presente é visualizar o rosto de Jesus no semblante do irmão.
Quem encontra esta pérola preciosa que é Jesus, se realiza, pois não há outro bem maior!
 Tanto na parábola do Tesouro escondido,  quanto  na  parábola do comprador de pérolas, podemos perceber, que só encontra o reino dos céus, quem o procura  dentro de si mesmo!
O Reino dos Céus, é uma oferta do amor do Pai a toda humanidade! Fazer parte deste Reino, é fazer parte da família de Deus,  é usufruir dos bens celestes  já aqui na terra,  é  estar no mundo sem pertencer ao  mundo!
 Encontrar o Reino dos Céus,  não significa encontrar um oásis repousante, pelo contrário, é  encontrar uma paz inquietante, uma paz que  desinstala, que nos tira do comodismo e nos coloca à  serviço do outro.
Encontrar o Reino de Deus é nascer de Novo, é morrer para o pecado, é  enxergar o outro  com os olhos de Jesus!
Quem encontrou o Reino dos céus, encontrou um Tesouro, encontrou Jesus,  e não o troca por nada deste mundo!
Jesus é o tesouro  que  devemos partilhar com o outro, a pérola preciosa  que não pode ficar escondida dentre de nós!

Fonte: Olívia Coutinho

terça-feira, 29 de julho de 2014

“EU SOU A RESSURREIÇÃO E A VIDA”

Evangelho - Jo 11, 19-27


Tudo muda em nós, quando deixamos nos conduzir  por Jesus!  As nossas tristezas se transformam em alegria, a desesperança em  esperança e o desanimo em motivação!
O evangelho que a liturgia de hoje nos apresenta, nos coloca em  Betânia, numa visita à  Marta e Maria que acabara de sepultar o seu irmão Lázaro.
Jesus não se encontrava em Betânia, quando recebeu a notícia de que Lázaro, seu amigo, se encontrava à beira da morte. E ainda assim,  Ele   não se apressou em  ir até ele, só chegando na casa de Marta e Maria, alguns dias depois da morte de  Lázaro.
 Marta, ao saber que Jesus estava chegando em sua casa, correu ao seu encontro, na certeza de que receberia do amigo, um balsamo no alivio de sua dor! Num desabafo profundo, Marta  deixa as palavras fluírem do seu coração: “Senhor se estivesses aqui o meu irmão não teria morrido.”  Mal sabia Marta que Jesus  já estava ciente de tudo que acontecera, e que Ele só deixou que aquela morte acontecesse, para que através dela,  muitas vidas fossem recuperadas, ou seja,  ao  ressuscitar Lázaro, muitos passariam   a crer Nele e a seguir os seus ensinamentos!
Enquanto  Marta busca forças em Jesus,  Maria permanece dentro de casa, fechada em seu sofrimento, só indo ao encontro de Jesus,  quando Ele mandou chamá-la.
Certamente, todos nós, já passamos por alguma experiência semelhante a de Marta e Maria. Sabemos que não é fácil separar de quem amamos. Quando perdemos um ente querido, parece que o mundo desaba sobre nós, ficamos sem chão, sem rumo, às vezes até vacilamos na fé, questionando Deus. O que não aconteceu com as irmãs de Lázaro,  em momento algum, elas questionaram a  sua morte.   Apesar da dor, mantiveram-se   firmes na fé, reconhecendo Jesus como Deus e Senhor: “Sim, Senhor, eu creio firmemente que tu és o Messias, o Filho de Deus, que devia vir ao mundo.”  Esta profissão de fé feita  por Marta, chama a nossa atenção sobre  a importância de nos mantermos firmes na fé,  diante a dor da perda de  um ente querido.
Quando tudo nos parece perdido, Jesus vem ao nosso encontro, como foi ao encontra de  Marta e Maria. Ele não  trás de volta a vida terrena dos nossos entes queridos, como trouxe  de volta a vida de Lázaro,  mas mergulha conosco no oceano  mais profundo da nossa dor, para depois  nos reerguer e nos recolocar de pé.
“ Eu sou a Ressurreição e a vida” Esta afirmação de Jesus, firma em nós,  a mais bela certeza: estar com Jesus é  ressuscitar  com Ele! Ressuscitar com Jesus, é nos libertar do sofrimento que nos aprisiona nos  túmulos escuros  de nossa vida, túmulos, que nos impede  de enxergarmos  a luz de um novo dia!
A ressurreição de Jesus, retira as vendas dos nossos olhos, nos faz  enxergar  as maravilhas que antes não víamos,  por estarmos focados nos nossos  sofrimentos.
É no encontro com O Cristo Ressuscitado, que nós também  ressuscitamos, saindo   do sofrimento, para vivermos as alegrias do recomeço!

Fonte: Olívia Coutinho


Decálogo da felicidade Papa Francisco

Numa entrevista à Viva, a revista dominical do diário argentino “Clarín”, o Papa Francisco deu dez dicas para ser feliz. O decálogo da felicidade do Papa já faz furor na Internet. Aqui estão as dicas, explicadas pelo próprio Francisco.

1 – Vive e deixa viver

"Aqui os romanos têm um ditado e podemos levá-lo em linha de conta para explicar a fórmula que diz: 'Vá em frente e deixe as pessoas ir junto'." Vive e deixar viver é o primeiro passo de paz e felicidade.

2 – Dar-se aos outros

"Se alguém estagna, corre o risco de ser egoísta. E água estagnada é a primeira que ser corrompida."

3 – Move-te "remansadamente"

"No [romance] 'Don Segundo Sombra' há uma coisa muito linda, de alguém que relê a sua vida. Diz que em jovem era uma corrente rochosa que levava tudo à frente; em adulto era um rio que andava para a frente e que na velhice se sentia em movimento, mas remansado. Eu utilizaria esta imagem do poeta e romancista Ricardo Guiraldes, este último adjectivo, remansado. A capacidade de se mover com benevolência e humildade, o remanso da vida. Os anciãos têm essa sabedoria, são a memória de um povo. E um povo que não se importa com os mais velhos não tem futuro."

4 – Brincar com as crianças

“O consumismo levou-nos a essa ansiedade de perder a sã cultura do ócio, desfrutar a leitura, a arte e os jogos com as crianças. Agora confesso pouco, mas em Buenos Aires confessava muito e quando via uma mãe jovem perguntava: Quantos filhos tens? Brincas com os teus filhos? E era uma pergunta que não se esperava, mas eu dizia que brincar com as crianças é a chave, é uma cultura sã. É difícil, os pais vão trabalhar e voltam às vezes quando os filhos já dormem. É difícil, mas há que fazê-lo"..

5 – Partilhar os domingos com a família

"No outro dia, em Campobasso, fui a uma reunião entre o mundo universitário e mundo trabalhador, todos reclamavam que o domingo não era para laborar. O domingo é para a família".

6 – Ajudar os jovens a conseguir um emprego digno

"Temos de ser criativos com esta franja. Se faltam oportunidades, caem na droga. E é muito elevado o índice de suicídios entre os jovens sem trabalho. No outro dia li, mas não me fio porque não é um dado científico, que havia 75 milhões de jovens dos 25 anos abaixo desocupados. Não chega dar-lhes comer, há que inventar cursos de um ano de canalizador, electricista, costureiro. A dignidade de levar o pão para casa".

7 – Cuidar da Natureza

"Há que cuidar da criação e não o estamos a fazer. É um dos desafios maiores que temos.”

8 – Esquecer-se rapidamente do negativo

“A necessidade de falar mal de alguém indica uma baixa auto-estima. É como dizer ‘sinto-me tão em baixo que em vez de subir baixo o outro’. Esquecer-se rapidamente do negativo é muito mais saudável”.

9 – Respeitar quem pensa de maneira diferente

"“Podemos inquietar o outro com o testemunho para que ambos progridam com essa comunicação, mas a pior coisa que se pode fazer é o proselitismo religioso, que paralisa: ‘Eu dialogo contigo para te convencer'. Não. Cada um dialoga sobre a sua identidade. A Igreja cresce por atracção, não por proselitismo".

10 – Procurar activamente a paz

"Estamos a viver uma época de muita guerra. Em África parecem guerras tribais, mas são algo mais. A guerra destrói. E o clamor pela paz é preciso ser gritado. A paz, às vezes, dá a ideia de quietude, mas nunca é quietude, é sempre uma paz activa".

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Por que tu falas ao povo em parábolas?


24 de julho-Quinta-Evangelho - Mt 13,10-17

     Uma das características fundamentais do Mestre é ter e compreender os alvos do seu ministério de ensino. Jesus, o Mestre dos mestres, tinha esta compreensão e sabia que tinha de fazer o Pai conhecido dos homens. 
     Era necessário que se desse atenção especial aos alunos e para que o aluno fosse o elemento mais importante, Jesus tinha que se fazer entendido e compreendido por eles e isto só seria possível se descesse ao nível do aluno, ou seja, se utilizasse um método a que o aluno estivesse acostumado e de elementos que permitissem que o aluno entendesse as verdades espirituais a respeito de Deus. Jesus tinha de usar as parábolas, pois era o método que, ao mesmo tempo, permitiria que todo o povo de Israel, que eram os seus potenciais alunos, pudesse ter real acesso ao conhecimento do Pai, seja pelo fato de que já estavam acostumados a este método de ensino, seja porque a linguagem empregada permitiria uma fácil compreensão de todos quantos quisessem aprender.
     Jesus quer que o ensino da sua Palavra se faça de modo claro e acessível a todos os ouvintes, respeitando-se, pois, as condições culturais, educacionais e sociais dos ouvintes. Jesus ensinou por parábolas porque o povo de Israel não poderia ter qualquer desculpa com relação à rejeição do Messias. Ao ensinar por parábolas, Jesus ensinava usando de imagens que todos pudessem compreender. Jesus ensinou por parábolas para mostrar que só não compreende o Evangelho quem não quer. Suas simples palavras podiam ser perfeitamente compreendidas por ouvintes sinceros, e torná-los sábios para a salvação.
     Ao ensinar por parábolas, Jesus foi claro, se fazia compreensível a todos, mas esta compreensão exigia, pelo uso do método das parábolas, uma disposição de aprendizado por parte dos ouvintes, uma vontade de um maior aprofundamento, tanto que somente os discípulos, depois de algumas parábolas, demonstravam interesse em aprender as coisas de Deus e, assim, chegavam a pedir ao Senhor que lhes explicasse a parábola de forma mais detalhada. Jesus, assim, tinha o objetivo de mostrar claramente quem tinha e quem não tinha interesse em conhecer o Pai, em outras palavras, quem, realmente, amava a Deus, a ponto de não ser mais chamado servo, mas amigo do Senhor (Jo.15:15).
Jesus se expressava por meio de parábolas, ou seja, estórias inventadas por Ele baseada no dia-a-dia daquele povo. Jesus, sendo Deus, poderia muito bem falar difícil, usando palavras sábias, mas o povo humilde, o camponês, os pastores e criadores de gado, não iriam entender quase nada, ou mesmo nada e, ao contrário, sentindo-se humilhados por aquela forma para eles arrogante de discursar, iriam virar às costas, e sair talvez reclamando, e não voltariam mais para ouvir Jesus. Também nós evangelizadores, por mais estudo que possamos ter, não convém que usemos palavras difíceis nos nossos discursos, mesmo por que o nosso público alvo são os humildes, e entre eles estão muitos que não tiveram como nós, a oportunidade de cursar uma faculdade. Jesus optou pelos pobres, assim também nós, não vamos ignorar os ricos, mas preparemos a nossa mensagem tendo em vista os mais simples da sociedade.

     Pai, dobra a dureza do meu coração que me impede de ouvir e compreender a palavra de Teu Filho. Faze-me penetrar nos mistérios do Reino escondido nas parábolas.


 Fonte; Canção Nova

terça-feira, 22 de julho de 2014

“MULHER, PORQUE CHORAS"


Evangelho de Jo, 20 1-2.11-18
 
É no encontro com O Cristo Ressuscitado, que nós também  ressuscitamos,  que saímos   do sofrimento, para vivermos as alegrias de um recomeço! 

A ressurreição de Jesus, trouxe-nos a certeza da nossa vitória, retirou as vendas dos nossos olhos, nos fazendo   enxergar as maravilhas  que antes não víamos, por estarmos focados nos nossos sofrimentos!

É Jesus quem devolve o brilho ao nosso olhar, que  transforma as nossas noites escuras em dias claros! O evangelho de hoje, narra o sofrimento de Maria Madalena que chorava a morte de Jesus.  Àquele a quem ela procurava, estava ali, de pé, diante dela, mas as suas lágrimas a impedia de enxergá-Lo.

Maria contentava em ter o corpo de Jesus, no entanto, centrada na sua dor, ela não percebia que Jesus  estava ali, vivo  diante  dela! O que pode acontecer também conosco; quando deparamos com situações difíceis em nossa vida,  ficamos tão focados naquilo que nos causa dor, que não enxergamos as coisas boas diante dos nossos olhos.

 Maria Madalena, assim que reconheceu Jesus, encheu-se de alegria e recebeu Dele uma missão muito especial: anunciar aos discípulos a sua ressurreição!

Foi uma responsabilidade muito grande para  ela: ser escolhida pelo próprio Jesus, como a primeira anunciadora  da notícia mais importante para a humanidade: JESUS CRISTO  RESSUSCITOU!

“Mulher porque choras? A quem procuras?” Essa duas perguntas que Jesus fez a Maria Madalena, hoje Ele nos faz também,  mas às vezes, por estarmos tão entregue ao sofrimento, não reconhecemos que, quem nos pergunta, é Aquele  que pode curar as nossas dores, aquele a quem  tanto procuramos!

Quantas vezes nos sentimos perdidos, abatidos, desanimados e não enxergamos a presença de Jesus, por estamos presos aos túmulos vazios, morrendo de sede diante da fonte de água viva que é Jesus!

Caminhemos, pois, rumo ao mundo novo, sem temer os desafios, na certeza de que por mais sombrio que seja os nossos dias, o sol nunca deixará de brilhar e as nuvens que tentam escondê-lo, são passageiras!

Não desesperemos diante as adversidades da vida, confiemos no Cristo Ressuscitado, nós também, ressuscitamos com Ele, quando nos libertamos das correntes que nos aprisiona!  
Experimentamos as alegrias de um novo dia, quando deixamos para trás a escuridão do passado, de um  passado que ofuscou os nossos olhos diante à luz!

Vivamos a cada dia  as alegrias de um recomeço, revestidos da força alto.

FIQUE NA PAZ DE JESUS!


Fonte: Olivia Coutinho

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Eles pediram um sinal-Canção Nova


21 de julho-Segunda-Evangelho - Mt 12,38-42

Precisamos saber o que está por detrás do “sinal de Jonas” e o que tem a ver a Rainha do Sul e Salomão com Jesus, para entender melhor a resposta de Jesus no Evangelho de hoje. Fazendo uma releitura de Jonas 3 encontraremos o sentido dela.
Ora, pois bem, Jonas foi um profeta que recebeu uma mensagem de Deus para ir à cidade de Nínive, capital da Assíria, e avisar que Deus iria destruir a cidade se o povo não se convertesse, pois a malícia de Nínive tinha subido até o Senhor! Jonas não realizou nenhum milagre em Nínive, mas toda a população, inclusive o rei, vestiu-se de saco dos pés a cabeça e sentou-se sobre as cinzas. Aconteceu que Nínive se converteu, e Deus desistiu de destruir a cidade.
A Rainha do Sul, mais especificamente de Sabá, era matriarca de um dos reinos mais ricos da Antiguidade. Ela ouviu falar da Sabedoria de Salomão e não acreditou até que foi comprovar, com os próprios olhos, se era verdade. Preparou as perguntas mais difíceis e Salomão respondeu todas. Ela ficou bastante admirada e presenteou Salomão com a maior quantidade de ouro, especiarias, pedras preciosas e madeira que ele já recebera.
Jesus afirmou que para aquela geração que queria um sinal para poder acreditar nele, seria dado o sinal de Jonas, ou seja, a profecia. Se Nínive, que era cheia de malícia, foi capaz de acreditar em Jonas, então aquela geração também deveria acreditar em Jesus, que foi maior do que Jonas.
Do mesmo jeito que a Rainha do Sul veio de longe para comprovar a sabedoria de Salomão, muitos vieram de longe para comprovar a sabedoria de Jesus. A Rainha de Sabá acreditou em Salomão, então aquela geração também deveria acreditar em Jesus, que foi maior que Salomão.
E a nossa geração, seria classificada de má por Jesus? Não tenha dúvida que sim! Nós buscamos o Senhor somente quando a nossa situação aperta, voltamos para a igreja somente quando precisamos e nos esquecemos de buscar o Senhor porque o maior sinal que o mundo poderia receber do seu amor já foi dado quando Ele deu o seu próprio Filho Jesus por nossa salvação, esse é o maior sinal que Deus poderia dar a humanidade.
Jesus morreu por cada um de nós e ainda pedimos um sinal ao Senhor, ainda murmuramos, ainda dizemos que Deus se esqueceu de nós. Devemos buscar o Senhor porque Ele é bom e se faz presente diariamente em nossa vida. A cada momento o Senhor toca o seu coração revelando a você sua misericórdia.
Veja as palavras do Senhor hoje: uma geração má e adultera busca um sinal, mas nenhum sinal lhe será dado, a não ser o do profeta Jonas. É para mim e para você que Jesus dirige estas palavras, pois vivemos em uma geração, numa sociedade adúltera e depravada, onde os valores familiares e cristãos estão se perdendo a cada dia, os ensinamentos do Senhor não estão sendo levado a sério, seus pastores estão ensinando o que pensam e o que acham, e ainda pedimos um sinal do Senhor: Mestre queremos ver um sinal realizado por ti.
Lembramo-nos de que, como cristãos católicos e não só mais fiéis, o Senhor nos chama a santidade. Devemos buscar a santidade. Aliás, não temos outra finalidade senão a de ser santos, justos para com o Senhor, não podemos nos ajuntar aos demais que insistem em agredir e adulterar o amor de Deus em seus corações.

Devemos deixar que o Espírito Santo reinflame em nós a fidelidade para com nosso Deus que é eterno e que nos deu o maior sinal que poderíamos ter. E veja que interessante: nós devemos “ser sinal” para as outras pessoas. Devemos ser outro Jesus que supera a sabedoria de Salomão e é maior do que Jonas no profetismo. Sabe para que Deus escolheu o povo de Israel? Para difundir a Boa Nova do Reino dos Céus. Hoje, você, que está lendo esta homilia, faz parte do povo escolhido, que tem a missão de difundir o Reino a toda criatura. Como seria bom se Deus aceitasse nossa oferta de uma dose extra de fé e amor por todos aqueles que não crêem, não esperam, não adoram, e não O amam! Por todos esses, Senhor, estamos aqui! Dá-nos a graça de sermos fortes e firmes na fé, na esperança e na confiança em Vós para que possamos ser verdadeiros apóstolos e missionários seus cada um vivendo na íntegra a sua missão!


Fonte: Canção Nova

O Joio e o Trigo

Evangelho - Mt 13,24-43    conferir


       O joio no meio do trigo é quando o maligno semeia em nossas mentes, os sentimentos de inveja, de ódio, de vingança, de violência...
          Mesmo que nossas mentes estejam semeadas de semente de trigo que é a palavra de Deus, elas podem ser infectadas pelo  joio que é representado pela ação semeadora do inimigo. E a mais perigosa semente de joio que entra em nossas mentes, é a semente da inveja.  Podemos sentir inveja daquele ou daquela que é mais rico, mais bonita, o mais talentoso, mais habilidoso, etc. A inveja pode acontecer com as pessoas mais santas, e nos lugares mais sagrados. Isto porque o demônio não perde tempo. Ele não descansa até conseguir envenenar as mentes das pessoas, de modo que um santo pode ter ciúmes de outro santo ou santa. Do mesmo modo, o dono da empresa não admite um funcionário mais competente do que ele. O professor se incomoda quando aparece outro ou uma professora mais preparada do que ele.  Portanto não estamos livres desse terrível joio que é a inveja. Aquele que está no comando, pode bloquear um subordinado de progredir na comunidade, impedindo assim o seu excelente desempenho que poderia dar muitos frutos na catequese...
            Uma forma de exclusão muito usada em vários meios de convívio social é o “GELO”.  Vamos colocar o “fulano ou a fulana no gelo”. Ninguém fala com ele, não lhe dão atenção, e o ignoram. E tem gente que pensa que isso não é pecado. Colocam o concorrente no gelo, que nada mais é do que uma exclusão,e depois comunga o corpo e o sangue de Cristo tranquilamente.
            O instinto de competição é natural da natureza humana. Porém, o inimigo se aproveita disso para nos fazer prejudicar os nossos concorrentes.  Em decorrência disso temos o chamado ciúme doentio, que na verdade não passa de uma inveja forte que atingiu as raias do perigo da vingança.
            Exemplo. O ciúme é uma prova de amor. Até nos sentimos muito felizes quando a pessoa amada  faz cenas de ciúmes com relação a nossa pessoa.  É confortante, e nos trás segurança. Porém, o ciúme exagerado faz efeito contrário. Aquele marido ou companheiro, que já se encontra em estado físico decaído pela bebida, começa a imaginar coisas. E esse imaginar, nada mais é do que a semente do joio, o maligno buzinando em sua cabeça que a sua mulher pode estar traindo a sua pessoa.  Então as coisas começam a se complicar, e ele parte para a vingança.  Tanto com relação ao possível adversário, ou apenas em relação a sua companheira ou esposa, dizendo aquela famosa frase que já repetimos aqui: Se você não for minha, não será de mais de ninguém..
            Marido ou companheiro? No caso do companheiro, a coisa é muito complicada, pois se trata de um casal, cuja união foi produzida apenas por atração física, é uma situação complicada do princípio ao fim.  Isto porque, a pura atração da carne acaba com o tempo.  E então começa o desamor, a traição, o ciúme impetuoso, por não haver compreensão, fraternidade, amor a Deus e amor ao próximo entre os dois.
            Ao contrário, quando uma união homem-mulher é abençoada por Deus por intermédio da Igreja, e principalmente se aquele casal pratica a religião, os perigos de desavenças são bem menores, pois eles permitiram que Deus cuidasse de suas vidas, dirigindo os seus passos. 
            Por outro lado, alguém já disse que os piores inimigos da Igreja estão dentro dela. São os infiltrados, de outras religiões ou seitas, que de mansinho, de vagazinho e com muita determinação, ao longo do tempo se transformam em parasitas, que vão corroendo, solapando, desfigurando a espiritualidade da comunidade paroquial, de tal forma que fica humanamente difícil extirpá-los, sem ferir a imagem da Igreja.  Porém, para Deus nada é impossível.
            "Eis que estarei convosco até o fim dos tempos...e as portas dos infernos não se prevalecerão contra ela (a minha Igreja.)"
            Cristo prometeu, e Cristo cumpre. Ele não é como os candidatos que prometem e nunca cumprem.  Em sua paróquia tem alguma infiltração do tipo joio no meio do trigo? Não desanime! Confia em Deus e articule uma defesa contra esse tipo de crime organizado.  Mas pega leve; vai com calma, fale com o bispo, mas não vá sozinho(a). Leve também outros paroquianos devotos com você. Não faça nenhum tipo de escândalo, e nem pense em chamar algum repórter para registrar e divulgar tal problema, para que isso não se transforme em escândalo para a nossa Igreja.
            Imagine uma paróquia, que está infiltrada de macumbeiros.  Um homem certo dia entrou naquela paróquia e até hoje não saiu mais.
            Em pouco tempo o pároco comia na mão dele, fazia tudo o que ele mandava com jeitinho, é claro, a catequese daquela comunidade ficou destruída, e no lugar foi colocado uma grande maluquice com um nome muito doido, na qual não existia evangelização, mas sim, encenações ou representações teatrais, e muitas brincadeiras. Muitas crianças saíram, seus pais e as próprias crianças diziam: Para brincar eu brinco em casa. 
            Aquele grande semeador de joio no meio do trigo, é dono de um centro de umbanda, ele se fez passar por um cristão autêntico e prestativo, muito carismático ele conquistou a todos, ou quase todos. Pois muitos dos participantes daquela comunidade, cristãos de verdade, desconfiaram, reclamaram e até denunciaram o problema para o bispo.
            Outro exemplo de joio semeado no trigo, que volta e meia aparece nos noticiários de final da tarde: Aquele jovem de aparência humilde, justo que se infiltrou naquela família, se dizendo apaixonado pela adolescente,  depois de uns tempos cometeu aquele crime bárbaro!
            Ele conheceu aquela moça em uma festa da comunidade, ou seja,  na quermesse da paróquia.  Dançou a quadrilha com ela, e minutos depois estavam apaixonados. Os pais dela ficaram encantados com tantas qualidades daquele jovem, principalmente pelo seu aparente bom caráter. Parecia ser o melhor partido para a sua filha, disse o pai. É um príncipe encantado, disse a mãe.
            Só tinha um pequeno detalhe. O “santo” rapaz se recusou a casar na Igreja, somente no civil. Prometeu cuidar disso depois, e todos concordaram apesar dos protestos da avó.
            Um ano depois, ele já se apoderara de grande parte da fortuna daquela família, tinha a esposa praticamente prisioneira, e todos estavam apavorados, pois ele controlava tudo. A paz daquela família acabou, e a tragédia foi inevitável...
            Jesus disse para que o joio não fosse arrancado, pois como ele se parece demais com o trigo, este poderia ser também arrancado junto. A separação do joio do trigo seria feita depois, segundo Jesus. E Ele se referiu ao juízo final, quando os filhos do maligno serão separados dos justos, os quais irão para a glória eterna.
            Prezados irmãos, prezadas irmãs. Esperamos que todos nós sejamos conduzidos a vida eterna, que Deus tenha piedade da nossa alma massacrada por tantas tentações, por tantas ilusões, por tantos pecados.
            Constantemente em nossas orações pedimos a Deus que nos livre de tantos irmãos que praticam o mal, e podem nos atingir, se ainda não o fizeram.  Através da parábola do joio no meio do trigo, Jesus nos diz que não é essa a vontade do Pai. Mas sim, a sua vontade não é de matar todos os maus, mas deixá-los até o tempo da ceifa, ou seja, o juízo final.
            Por meio desta parábola, vamos entender porque existe o mal no mundo. Porque o joio está semeado em toda parte, causando mais e mais pecados, e mais sofrimentos. Então, muitos perguntam: Se Deus existe por que Ele permite o mal no mundo?
            Acontece que Deus respeita a nossa liberdade de praticar o bem ou o mal. Quando estamos mergulhados no pecado, quando estamos agindo como os malvados, o inimigo se aproveita para semear o ódio, a vingança e todo o mal na nossa mente. Ele domina a nossa pessoa  de tal modo que viramos presas fáceis das tentações, e assim, praticamos o mal e sofremos as consequências do mau uso da nossa liberdade.
Cuidado com o joio!



Fonte: José Salviano - Liturgia comentada.

sábado, 12 de julho de 2014

NÃO TENHAIS MEDO

Mateus 10,24-33

Quando fazemos a experiência do amor de Deus, no encontro com Jesus, a nossa vida se transforma, o medo dá lugar a coragem, as tristezas se transformam em alegria e a esperança vira certeza! 
Quem entra em intimidade com Jesus, não consegue guardá-lo só para si, de ouvinte, ele passa a ser um anunciador das suas palavras!
A cruz é inevitável no caminho de quem anuncia Jesus, a vida de quem assume este legado, é marcada pela perseguição, pois são muitos os que tentam calar a sua voz. O próprio Jesus passou por esta experiência, Ele foi perseguido, torturado e morto por ter revelado ao mundo a verdade que liberta!
Jesus nunca prometeu facilidades aos seus seguidores, Ele mesmo usou a metáfora: “ser cordeiro no meio dos lobos”, quando no envio dos primeiros discípulos! Por tanto, precisamos estar ciente de que a batalha de quem anuncia Jesus, é árdua, exige coragem, determinação, o que o fortalece, é a sua confiança em Jesus, afinal, quem faz opção por Jesus, vive no coração do Pai, tem a sua proteção.
No evangelho que a liturgia de hoje nos apresente, vemos Jesus mais uma vez orientando os seus apóstolos, no sentido de encorajá-los para que eles não se deixassem abater pelo medo.
Jesus sabia que sem a sua presença física, os apóstolos ficariam expostos a várias situações de perigo, que seria difícil para eles suportarem as conseqüências do seguimento a Ele, devido a perseguição dos seus opositores, o que poderia comprometer a continuidade do anuncio do reino. Os apóstolos corriam um duplo risco: o risco de se deixarem contaminar pelas atitudes hipócritas dos fariseus e com isso deixar o projeto de Deus de lado, e o risco de caírem nas armadilhas do inimigo, Isto é: de não terem coragem de testemunhá-Lo diante deles.
O texto chama a nossa atenção para a importância de testemunharmos Jesus, o que devemos fazer em qualquer circunstancia, sem medo das conseqüências. Testemunhar Jesus, em nossas comunidades, onde impera o bem, é fácil, pois lá não existe forças contrárias, o difícil mesmo, é testemunhá-Lo no nosso cotidiano, em meio aos conflitos, mas é justamente aí, que o nosso testemunho se faz necessário.Ai de nós, se não declararmos a favor de Jesus em meio as forças contrárias! O próprio Jesus disse: “Todo aquele que se declarar a meu favor diante dos homens, também eu me declararei em favor dele diante do meu Pai que estás no céus. Aquele porem, que me negar diante dos homens, também eu o negarei diante do meu Pai que estás no céus.”Estas palavras de Jesus, chama a nossa atenção, sobre o perigo de estarmos na barca de Jesus, mas não estarmos afinados com Ele.
Muitos de nós, cremos em Jesus, mas não temos uma fé suficiente madura para assumirmos os desafios do seguimento a Ele, por medo das conseqüências deste seguimento. É a fé que nos dá coragem para seguir Jesus, que nos impulsiona a avançarmos para águas mais profundas! 
É importante conscientizarmos de que o medo sobrevive da escuridão e que basta acendermos uma luz para que ele desaparece! Ora, se somos filhos da luz, vivemos na claridade, por tanto, não justifica interrompermos o anuncio do Reino por causa do medo.
“Temei aquele que pode destruir a alma...” Com essas palavras, Jesus nos adverte quanto ao perigo de cairmos nas armadilhas do inimigo disfarçado de amigo. Destes, nós devemos temer, pois eles podem nos levar a pecar, ou seja, nos levar para os caminhos contrários ao caminho de Deus. Estes, não são nossos inimigos declarados, mas são os piores inimigos, pois se não ficarmos vigilantes, eles nos tiram de Deus destroem a nossa alma.
“Quanto a vós, até os fios de cabelos da vossa cabeça estão contados.” Ao dizer estas palavras, Jesus nos garante total segurança no exercício da nossa missão, afirmando que nada nos será tirado sem o consentimento de Deus. Pensemos bem: se até os nossos fios de cabelos tem valor para Deus, imagine o nosso ser por inteiro!
Dar testemunho de Jesus pode implicar grandes riscos, porém, o pior de todos os riscos, é não aceitar o desafio do testemunho, o que pode nos condenar à pior de todas as trevas: estar longe de Deus!

Fonte: Olívia Coutinho

sexta-feira, 11 de julho de 2014

PRUDÊNCIA E SIMPLICIDADE

11 de julho - Sexta-Evangelho - Mt 10,16-23


Ao recomendar prudência e simplicidade aos seus apóstolos, Jesus colocava-os diante da dureza da missão. Seria injusto enganá-los, e fazê-los correr o risco de se decepcionarem, ao se darem conta das conseqüências da tarefa recebida. Eles deviam ser realistas, sem nutrir falsas esperanças a respeito do futuro.

A virtude da prudência ser-lhes-ia necessária para enfrentarem a malícia e a violência dos adversários. Ao serem entregues aos tribunais, castigados nas sinagogas, levados diante de reis e governadores, odiados e perseguidos, não deveriam ser ingênuos, nem se intimidar, perdendo a chance de dar testemunho diante deles. A prudência, portanto, iria requerer outras virtudes: coragem, intrepidez, confiança, perseverança etc.

A simplicidade faria o discípulo desmascarar a arrogância inútil de seus carrascos, como também daqueles que se julgavam senhores da vida e da morte dos demais, acreditando-se detentores de um poder ilimitado. A simplicidade também se desdobraria em outras virtudes: transparência, mansidão, paz, consciência serena, convicção de estar agindo de maneira correta etc. 
Sendo prudente e simples, o discípulo dá mostras de que o Reino produziu frutos em seu coração.

Oração


Espírito de prudência e simplicidade, dá-me as virtudes necessárias que me capacitem para testemunhar o Reino, mormente nos momentos difíceis, sem me deixar intimidar.

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Leitura da Profecia de Oséias.

Leitura da Profecia de Oséias.

1 Israel era uma vinha exuberante e dava frutos para seu consumo; na medida de sua produção erguia os numerosos altares; na medida da fertilidade da terra, embelezava seus ídolos. 2 Com o coração dividido, deve agora receber castigo; o Senhor mesmo derrubará seus altares, destruirá os seus simulacros. 3 Decerto, dirão agora: “Não temos rei; não temos medo do Senhor. Que poderia o rei fazer por nós?” 7 Samaria está liquidada, seu rei vai flutuando como palha em cima da água. 8 Será desmantelada a idolatria dos lugares altos, pecado de Israel; ali crescerão espinhos e abrolhos sobre seus altares; então se dirá aos montes: “Cobri-nos!” e às colinas: “Caí sobre nós!” 12 Semeai justiça entre vós, e colhereis amor; desbravai uma roça nova. É tempo de procurar o Senhor, até que ele venha e derrame a justiça em vós.




- Palavra do Senhor.


- Graças a Deus.


PalavraDeVida/LectioDivina/PalavraDoDia/LaFragua:



Pedir ao Senhor trabalhadores para a sua colheita.  Mt 9, 32-38 - Muitos hoje não experimentam a felicidade por falta daqueles que testemunhem, com gestos concretos, a alegria que vem do amor de Deus. Um grande número de jovens se perde ou morre nas drogas por falta de pessoas que lhes apresente a alegria que vem da Palavra. Peçamos com insistência ao Pai, homens e mulheres que doem suas vidas pelo Evangelho. Onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome eu estarei no meio deles. (Mt 18, 19-20).