O joio no
meio do trigo é quando o maligno semeia em nossas mentes, os sentimentos de
inveja, de ódio, de vingança, de violência...
Mesmo que
nossas mentes estejam semeadas de semente de trigo que é a palavra de Deus,
elas podem ser infectadas pelo joio que
é representado pela ação semeadora do inimigo. E a mais perigosa semente de
joio que entra em nossas mentes, é a semente da inveja. Podemos sentir inveja daquele ou daquela que
é mais rico, mais bonita, o mais talentoso, mais habilidoso, etc. A inveja pode
acontecer com as pessoas mais santas, e nos lugares mais sagrados. Isto porque
o demônio não perde tempo. Ele não descansa até conseguir envenenar as mentes
das pessoas, de modo que um santo pode ter ciúmes de outro santo ou santa. Do
mesmo modo, o dono da empresa não admite um funcionário mais competente do que
ele. O professor se incomoda quando aparece outro ou uma professora mais
preparada do que ele. Portanto não
estamos livres desse terrível joio que é a inveja. Aquele que está no comando,
pode bloquear um subordinado de progredir na comunidade, impedindo assim o seu
excelente desempenho que poderia dar muitos frutos na catequese...
Uma forma
de exclusão muito usada em vários meios de convívio social é o “GELO”. Vamos colocar o “fulano ou a fulana no gelo”.
Ninguém fala com ele, não lhe dão atenção, e o ignoram. E tem gente que pensa
que isso não é pecado. Colocam o concorrente no gelo, que nada mais é do que
uma exclusão,e depois comunga o corpo e o sangue de Cristo tranquilamente.
O instinto
de competição é natural da natureza humana. Porém, o inimigo se aproveita disso
para nos fazer prejudicar os nossos concorrentes. Em decorrência disso temos o chamado ciúme
doentio, que na verdade não passa de uma inveja forte que atingiu as raias do
perigo da vingança.
Exemplo. O
ciúme é uma prova de amor. Até nos sentimos muito felizes quando a pessoa
amada faz cenas de ciúmes com relação a
nossa pessoa. É confortante, e nos trás
segurança. Porém, o ciúme exagerado faz efeito contrário. Aquele marido ou
companheiro, que já se encontra em estado físico decaído pela bebida, começa a
imaginar coisas. E esse imaginar, nada mais é do que a semente do joio, o
maligno buzinando em sua cabeça que a sua mulher pode estar traindo a sua
pessoa. Então as coisas começam a se
complicar, e ele parte para a vingança.
Tanto com relação ao possível adversário, ou apenas em relação a sua
companheira ou esposa, dizendo aquela famosa frase que já repetimos aqui: Se
você não for minha, não será de mais de ninguém..
Marido ou
companheiro? No caso do companheiro, a coisa é muito complicada, pois se trata
de um casal, cuja união foi produzida apenas por atração física, é uma situação
complicada do princípio ao fim. Isto
porque, a pura atração da carne acaba com o tempo. E então começa o desamor, a traição, o ciúme
impetuoso, por não haver compreensão, fraternidade, amor a Deus e amor ao
próximo entre os dois.
Ao
contrário, quando uma união homem-mulher é abençoada por Deus por intermédio da
Igreja, e principalmente se aquele casal pratica a religião, os perigos de
desavenças são bem menores, pois eles permitiram que Deus cuidasse de suas
vidas, dirigindo os seus passos.
Por outro
lado, alguém já disse que os piores inimigos da Igreja estão dentro dela. São
os infiltrados, de outras religiões ou seitas, que de mansinho, de vagazinho e
com muita determinação, ao longo do tempo se transformam em parasitas, que vão
corroendo, solapando, desfigurando a espiritualidade da comunidade paroquial,
de tal forma que fica humanamente difícil extirpá-los, sem ferir a imagem da
Igreja. Porém, para Deus nada é
impossível.
"Eis
que estarei convosco até o fim dos tempos...e as portas dos infernos não se
prevalecerão contra ela (a minha Igreja.)"
Cristo
prometeu, e Cristo cumpre. Ele não é como os candidatos que prometem e nunca
cumprem. Em sua paróquia tem alguma
infiltração do tipo joio no meio do trigo? Não desanime! Confia em Deus e
articule uma defesa contra esse tipo de crime organizado. Mas pega leve; vai com calma, fale com o
bispo, mas não vá sozinho(a). Leve também outros paroquianos devotos com você.
Não faça nenhum tipo de escândalo, e nem pense em chamar algum repórter para
registrar e divulgar tal problema, para que isso não se transforme em escândalo
para a nossa Igreja.
Imagine
uma paróquia, que está infiltrada de macumbeiros. Um homem certo dia entrou naquela paróquia e
até hoje não saiu mais.
Em pouco
tempo o pároco comia na mão dele, fazia tudo o que ele mandava com jeitinho, é
claro, a catequese daquela comunidade ficou destruída, e no lugar foi colocado
uma grande maluquice com um nome muito doido, na qual não existia
evangelização, mas sim, encenações ou representações teatrais, e muitas
brincadeiras. Muitas crianças saíram, seus pais e as próprias crianças diziam:
Para brincar eu brinco em casa.
Aquele
grande semeador de joio no meio do trigo, é dono de um centro de umbanda, ele
se fez passar por um cristão autêntico e prestativo, muito carismático ele
conquistou a todos, ou quase todos. Pois muitos dos participantes daquela
comunidade, cristãos de verdade, desconfiaram, reclamaram e até denunciaram o
problema para o bispo.
Outro
exemplo de joio semeado no trigo, que volta e meia aparece nos noticiários de
final da tarde: Aquele jovem de aparência humilde, justo que se infiltrou
naquela família, se dizendo apaixonado pela adolescente, depois de uns tempos cometeu aquele crime
bárbaro!
Ele
conheceu aquela moça em uma festa da comunidade, ou seja, na quermesse da paróquia. Dançou a quadrilha com ela, e minutos depois
estavam apaixonados. Os pais dela ficaram encantados com tantas qualidades
daquele jovem, principalmente pelo seu aparente bom caráter. Parecia ser o
melhor partido para a sua filha, disse o pai. É um príncipe encantado, disse a
mãe.
Só tinha
um pequeno detalhe. O “santo” rapaz se recusou a casar na Igreja, somente no
civil. Prometeu cuidar disso depois, e todos concordaram apesar dos protestos
da avó.
Um ano
depois, ele já se apoderara de grande parte da fortuna daquela família, tinha a
esposa praticamente prisioneira, e todos estavam apavorados, pois ele
controlava tudo. A paz daquela família acabou, e a tragédia foi inevitável...
Jesus
disse para que o joio não fosse arrancado, pois como ele se parece demais com o
trigo, este poderia ser também arrancado junto. A separação do joio do trigo
seria feita depois, segundo Jesus. E Ele se referiu ao juízo final, quando os
filhos do maligno serão separados dos justos, os quais irão para a glória eterna.
Prezados
irmãos, prezadas irmãs. Esperamos que todos nós sejamos conduzidos a vida
eterna, que Deus tenha piedade da nossa alma massacrada por tantas tentações,
por tantas ilusões, por tantos pecados.
Constantemente em nossas orações pedimos a Deus que nos livre de tantos
irmãos que praticam o mal, e podem nos atingir, se ainda não o fizeram. Através da parábola do joio no meio do trigo,
Jesus nos diz que não é essa a vontade do Pai. Mas sim, a sua vontade não é de
matar todos os maus, mas deixá-los até o tempo da ceifa, ou seja, o juízo
final.
Por meio
desta parábola, vamos entender porque existe o mal no mundo. Porque o joio está
semeado em toda parte, causando mais e mais pecados, e mais sofrimentos. Então,
muitos perguntam: Se Deus existe por que Ele permite o mal no mundo?
Acontece
que Deus respeita a nossa liberdade de praticar o bem ou o mal. Quando estamos
mergulhados no pecado, quando estamos agindo como os malvados, o inimigo se
aproveita para semear o ódio, a vingança e todo o mal na nossa mente. Ele
domina a nossa pessoa de tal modo que
viramos presas fáceis das tentações, e assim, praticamos o mal e sofremos as
consequências do mau uso da nossa liberdade.
Cuidado com o joio!