11 de julho -
Sexta-Evangelho - Mt 10,16-23
Ao recomendar prudência e
simplicidade aos seus apóstolos, Jesus colocava-os diante da dureza da missão.
Seria injusto enganá-los, e fazê-los correr o risco de se decepcionarem, ao se
darem conta das conseqüências da tarefa recebida. Eles deviam ser realistas,
sem nutrir falsas esperanças a respeito do futuro.
A virtude da prudência
ser-lhes-ia necessária para enfrentarem a malícia e a violência dos
adversários. Ao serem entregues aos tribunais, castigados nas sinagogas,
levados diante de reis e governadores, odiados e perseguidos, não deveriam ser
ingênuos, nem se intimidar, perdendo a chance de dar testemunho diante deles. A
prudência, portanto, iria requerer outras virtudes: coragem, intrepidez,
confiança, perseverança etc.
A simplicidade faria o
discípulo desmascarar a arrogância inútil de seus carrascos, como também
daqueles que se julgavam senhores da vida e da morte dos demais, acreditando-se
detentores de um poder ilimitado. A simplicidade também se desdobraria em
outras virtudes: transparência, mansidão, paz, consciência serena, convicção de
estar agindo de maneira correta etc.
Sendo prudente e simples, o
discípulo dá mostras de que o Reino produziu frutos em seu coração.
Oração
Espírito de prudência e
simplicidade, dá-me as virtudes necessárias que me capacitem para testemunhar o
Reino, mormente nos momentos difíceis, sem me deixar intimidar.
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