4º DOMINGO DA
QUARESMA
Dia 06 de Março de
2016
Evangelho -
Lc15,1-3.11-32
Neste quarto
domingo da quaresma, já podemos alargar um pouco mais os nossos passos, pois já
temos uma visão clara do caminho que temos pela frente!
Aprendemos muito nesta
nossa caminhada de preparação para a Páscoa, mas ainda há muito que aprender, afinal,
precisamos aprimorar na fé!
A liturgia deste tempo
Quaresmal, nos possibilitou um
aprofundamento maior na palavra de Deus, a mergulhamos no mistério do seu amor, um amor que
ultrapassou todos os limites, que não levou em conta as nossas ingratidões!
A realização plena do
homem sempre foi e sempre a prioridade de Deus, Ele provou isto, investindo
alto no resgate deste bem que lhe é
precioso, permitindo que o seu
Filho pagasse com a vida o preço
da nossa liberdade.
Aproveitemos estes dias que nos separa da grande Festa da
vida, para revisar o quanto há de luz e sombras em nossa vida, pois ainda há tempo de abandonarmos tudo que
nos distancia da Luz!
No evangelho de hoje,
vemos que os fariseus e mestres da lei,criticavam Jesus
por Ele acolher os pecadores, como se eles não fossem pecadores também!
Em resposta a essas criticas, Jesus
conta-lhes uma parábola conhecida, como a parábola do filho pródigo.
A história
nos mostra com detalhes, a conduta de dois filhos e a atitude
misericordiosa de um pai, diante à
ingratidão do filho mais novo e a dureza de coração do filho mais velho.
É interessante
observarmos, que o Pai, da história, não interfere na decisão do filho mais novo quando ele
decide sair de casa tomando um rumo diferente
do irmão mais velho. A postura deste pai, que não impediu que o seu
filho fizesse a sua escolha, vem nos
falar de Deus, Deus também é assim
conosco, Ele nos deixa livres para fazermos
as nossas escolhas, não interfere nas nossas decisões!
Na história, fica
evidente, a paciência de um pai que ama, que não desiste
do filho, que espera dia pós dia com os olhos fixos no caminho a volta do
filho que havia se
enveredado por caminhos contrários.
A repreensão,
deste pai, ao filho mais velho que sentiu enciumado em relação ao caloroso acolhimento ao irmão mais novo,
que volta pra casa depois de gastar futilmente
os seus bens, vem nos falar da
misericórdia de Deus, Deus ama a todos
igualmente sem distinção!
O propósito de Jesus,
ao contar esta parábola, era mostrar aos fariseus e mestres da lei, a atitude
de Deus diante as nossas imperfeiçoes, o
seu olhar de Pai, é um olhar de misericórdia,
um olhar que vê a pessoa e não o seu pecado!
Sabemos que são muitos
os que estão sobre a terra, mas que se
sentem soterrados, pessoas que pagam um preço muito alto pelos seus erros,
assim com o filho mais novo da historia, pagou. E quantos de nós, que dizemos seguidores
de Jesus, temos a mesma atitude do filho mais velho, ao
invés de acolhermos estes irmãos, contribuímos para que eles se percam cada vez mais com a nossa
indiferença, com o nosso preconceito, não lhe dando sequer uma chance para que
ele retome o caminho da vida!
Precisamos ter um
coração misericordioso, semelhante ao coração do Pai, um coração aberto para
acolher aqueles que erraram, mas que
querem redimir-se, o que não significa concordar com os seus erros e sim, acreditar que uma pessoa criada a imagem e
semelhança de Deus, é merecedora de uma nova chance para refazer a sua
vida.
Enganamos quando
pensamos que somente aquele que se dispersou e que aos nossos olhos se
afastou de Deus, são os necessitados de
conversão, todos nós somos necessitados de conversão, até mesmo os que se consideram bons, como o filho mais velho da parábola!
Para Deus, não existe
caminho sem volta e nem ponto final para uma história de amor iniciada na
criação.
O amor tem uma força
irresistível, é caminho que traz de
volta àquele que dispersou! Sejamos, pois, a força deste amor na vida do outro!
Fonte: Liturgia diária comentada/Olivia Coutinho

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