Neste evangelho, Jesus mais uma vez nos mostra o seu amor,
convidando-nos a conhecer sua missão em meio às alegrias e dificuldades. Jesus
veio nos trazer o Espírito Santo, o Espírito de amor, o Consolador, Aquele que
nos ensina todas as coisas.
Jesus nos deixa o exemplo: Ele que é o Rei se fez pequeno quando
pediu a João Batista para o batizar, batismo esse que nos dá força em meio ao
combate espiritual, onde a carne e o espírito conseguem vivenciar dentro de uma
fraternidade de amor e paz. Após o batismo, somos chamados a vivenciar os
frutos do Ressuscitado para que possamos ter uma vida plena e cheia do Espírito
Santo.
Jesus era consciente de que um efeito (ainda que não
desejado) do seu trabalho ia ser causa de divisão entre os partidários do
imobilismo e os que lutam por um mundo novo. Por isso inflamou a ira dos
funcionários do templo e de todos os que se consideravam donos da verdade. O
fogo da Palavra de Deus não era para funcionários lúgubres saturados de
doutrinas e sedentos de poder.
Mas o fogo de Jesus não é o fogo das paixões políticas. É o
fogo do Espírito que tem que ser aprovado na entrega total, no batismo da
doação pessoal. É um fogo que prende aí onde se abandonaram os interesses
pessoais e se busca um mundo de irmãos.
A paz de Jesus é um fogo purificador que não se confunde com
a “Pax Romana”, aquela paz que Roma (e qualquer império) se esforça por
proclamar. Esta é só uma tranquilidade institucional que garante a vantagem dos
opressores sobre os oprimidos, do império sobre os subalternos, da injustiça
sobre o direito.
O fogo purificador de Jesus faz amadurecer os mensageiros,
os discípulos, os profetas, os apóstolos. O destino deles, como o do mestre, é
sair ao encontro da obscuridade com um clarão que põe às claras tudo o que a
ordem atual esconde. O fogo põe as claras também as deficiências pessoais, as
ambições subterrâneas, os desejos reprimidos. O fogo que se prova com a entrega
total ao serviço do evangelho.
Devemos observar que o Senhor Jesus Cristo não está atacando
o relacionamento familiar, mas indica que nenhum laço terreno, embora muito
íntimo, poderá diminuir a lealdade a Ele.
Essa lealdade pode até mesmo causar em determinados membros
de uma família que eles sejam afastados ou ignorados pelos outros por terem
escolhido seguir a Cristo Jesus.
Podemos resumir que o Senhor Jesus Cristo se refere a espada
por ser um instrumento cortante e que na qual a sua vinda causará separação em
muitas pessoas, não porque Ele quer, mas pela opção de cada um em segui-lo como
Senhor e salvador.
Pai, que o batismo de Jesus, por sua morte de cruz, purifique-me
de todo pecado e de toda maldade, como um fogo ardente, abrindo o meu coração
totalmente para ti.
Fonte: Canção Nova
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